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Hamas condena bombardeamento de Israel em Gaza e acusa Telavive de querer caos de segurança

Voluntária a ajudar idoso a caminhar numa zona urbana afetada por desastre, com caixas de ajuda humanitária.

Ataque em Khan Yunis e acusações do Hamas

O Hamas criticou, esta segunda-feira, um bombardeamento israelita que matou dois elementos das forças de segurança em Gaza, acusando Telavive de querer "manter Gaza num caos de segurança e minar os esforços para o regresso à normalidade".

Segundo o grupo islamita palestiniano, a ofensiva - levada a cabo no domingo contra Khan Yunis, cidade palestiniana no sul da Faixa de Gaza - provocou a morte do responsável pelo departamento de investigação criminal da polícia local.

De acordo com a mesma fonte, tratou-se de "mais um assassínio que se soma aos ataques contínuos das forças de ocupação contra agências de segurança e instituições civis para minar os pilares da estabilidade interna e impedir quaisquer passos em direção à recuperação".

Apelo do Hamas e referência a esforços humanitários

O Hamas acrescentou que as ações contra as forças de segurança "tentam criar um clima de caos e impedir os esforços humanitários", apelando ainda à comunidade internacional para que "intervenha urgentemente para pôr fim às violações diárias da ocupação".

Cessar-fogo, controlo territorial e balanço de vítimas

Israel e Hamas adotaram, em outubro do ano passado, um cessar-fogo no seguimento do acordo para pôr em prática a proposta dos Estados Unidos relativa ao futuro de Gaza.

Ainda assim, "a política de assassinatos e bombardeamentos de Israel" representa uma "clara violação dos acordos" e "reflete o desejo de Israel de minar qualquer caminho que conduza à redução das tensões e à estabilidade em Gaza", sustentou o grupo na edição de hoje do jornal palestiniano Filastin.

O Ministério da Saúde de Gaza - organismo controlado pelo Hamas, mas cujos dados são considerados válidos pela ONU - indicou hoje que, desde a entrada em vigor do cessar-fogo, foram confirmadas 854 mortes e 2453 feridos.

Além disso, foram recuperados 770 corpos nas zonas de onde as forças israelitas se retiraram.

As forças israelitas encontram-se atualmente ao longo da denominada "linha amarela", definida no acordo de cessar-fogo, que separa a Faixa de Gaza em duas áreas: 53% do território (a leste) sob controlo militar de Israel e os restantes 47% (a oeste, junto à costa) sob controlo palestiniano.

O ministério palestiniano sublinhou também que, desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques do Hamas a 7 de outubro de 2023 - que fizeram cerca de 1.200 mortos e quase 250 reféns -, foram contabilizados 72.740 mortos e 172.555 feridos.

Ainda assim, reiterou, permanecem corpos debaixo dos escombros e nas ruas, pelo que o total de mortos deverá ser significativamente superior.

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