A Fiat começou 2022 a revelar uma nova variante do Tipo, um conjunto de atualizações para o 500X e, ainda, uma inédita versão (RED) que passa a estender-se a vários modelos da marca de Turim.
Ainda assim, estas poderão não ser as únicas novidades reservadas para 2022: há a possibilidade de este ser também o ano que assinala o regresso da construtora italiana ao segmento B - mas já lá vamos.
A primeira grande estreia do ano é a expansão da gama Tipo com a chegada da versão Cross à carroçaria Station Wagon. Já a tínhamos experimentado associada à carroçaria de cinco portas, mas agora é a variante mais familiar do Tipo que passa a contar com esta interpretação.
Em termos de estilo, sobressaem os acabamentos exclusivos das grelhas dianteiras, os apontamentos cromados (nos puxadores das portas, saias laterais, para-choques dianteiro e barras de tejadilho) e as proteções em plástico, aplicadas nas duas extremidades e nas cavas das rodas.
De série, surgem jantes de 17” em preto mate com acabamento diamantado, e a assinatura luminosa dianteira e traseira pode incluir tecnologia Full LED.
500X também mudou
O 500X recebeu igualmente uma atualização relevante, aproximando-se ainda mais do seu «irmão» mais recente, o 500.
Em toda a gama 500X, a frente foi redesenhada e passa a exibir o logótipo “500” no lugar do emblema da marca italiana. Na traseira, aparece a inscrição “FIAT” ao centro, à semelhança do que já acontecia no novo Fiat 500.
O Fiat 500X renovado é proposto em duas carroçarias - fechada e Dolcevita (com capota de lona) - e está disponível com os níveis de equipamento Club, Cross e Sport.
A Fiat é (RED)!
Depois de, em outubro, ter estreado a versão (RED) do 500, a Fiat alargou agora esta colaboração ao novo Tipo, ao 500X atualizado e ao Panda.
Importa recordar que a (RED) - inspirada na cor associada à emergência (vermelho) - foi criada por Bono e Bobby Shriver, em 2006, com o objetivo de mobilizar empresas no combate à SIDA e, mais recentemente, também à pandemia de Covid. Até ao momento, a iniciativa angariou cerca de 700 milhões de dólares para o Global Fund, apoiando mais de 220 milhões de pessoas.
Para lá da tonalidade específica, denominada Vermelho Passione, as versões (RED) do 500 (e 500X), do Tipo e do Panda distinguem-se por exibirem o logótipo (RED) no pilar B, além de integrarem alguns detalhes próprios.
No 500, por exemplo, passa a existir uma especificação inédita que a Fiat descreve como um “Porta-luvas higienizante”.
Na prática, trata-se de uma lâmpada UV-C instalada no interior do porta-luvas, concebida para ajudar a higienizar a superfície de objetos aí colocados, como o telemóvel e outros itens de utilização diária.
Transversal a todas as versões (RED) - e para reforçar o compromisso da Fiat no âmbito da Covid-19 - está também a inclusão de um filtro de ar do habitáculo para o sistema de climatização, tratado com uma substância biocida com elevada eficácia contra bactérias, a mesma que foi utilizada para «proteger» os bancos e o volante.
O regresso ao segmento B?
Por último, e embora por agora seja apenas uma possibilidade, se vier a confirmar-se poderá ser a maior novidade da Fiat em 2022.
Lembram-se do protótipo Centoventi apresentado no Salão de Genebra de 2019? A versão de produção poderá surgir ainda este ano, sob a forma de um pequeno SUV/crossover do segmento B (posicionado abaixo do 500X). Se não acontecer no final de 2022, deverá então ficar para o início de 2023.
Assente na plataforma CMP da (ex-)PSA - a mesma usada pelos Peugeot 208 e 2008, Opel Corsa e Mokka, Citroën C4 e DS 3 Crossback - este SUV do segmento B terá um equivalente na Jeep (projeto “519”), que deverá ser conhecido primeiro, e outro na Alfa Romeo (frequentemente referido como Brennero).
O novo modelo será fabricado em Tychy, na Polónia, unidade onde atualmente se produzem o Fiat 500 (segunda geração, ainda com motor de combustão) e o Lancia Y, e deverá contar com (pelo menos) uma variante 100% elétrica.
Apesar de vir a marcar o regresso da Fiat ao segmento B - do qual está diretamente ausente desde o fim do Punto -, este novo modelo acabará também por assumir o lugar do Panda (citadino de segmento A), uma vez que a terceira geração (a atual) já ultrapassou os 10 anos no mercado. Tal como já tinha sido indicado anteriormente, não se antevê um sucessor direto para o Panda.
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