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Como poupar no supermercado: Eurospin e Carrefour lideram a análise da Altroconsumo em Itália

Mulher em supermercado compara dois produtos para escolher, com carrinho cheio e lista de compras.

Quem enche o carrinho todas as semanas sente-o de imediato: os alimentos estão mais caros e diferenças pequenas de preço acumulam-se num instante. Durante muito tempo, a escolha do supermercado foi ditada sobretudo pelo hábito, pela proximidade de casa ou pela simpatia por determinada cadeia. Agora, uma grande análise de preços realizada em Itália traça um retrato claro de que lojas oferecem mais margem de poupança consoante o estilo de compra - e do que isso pode significar também para consumidores no espaço de língua alemã.

Porque é que a escolha do supermercado pode valer milhares de euros

No estudo, a revista de defesa do consumidor Altroconsumo recolheu e comparou vários milhares de preços em todo o território italiano. Entraram na comparação supermercados, hipermercados e discounters - um panorama muito semelhante ao que existe na Alemanha, na Áustria e na Suíça.

"Quem escolhe a loja certa pode, segundo a análise, poupar vários milhares de euros por ano - sem comer menos, apenas devido a estruturas de preços diferentes."

Para tornar a comparação realista, os especialistas definiram cabazes típicos de um agregado de quatro pessoas: bens essenciais, produtos frescos, artigos de drogaria, bem como produtos de marca e marcas próprias. O ponto decisivo foi a separação por perfil de compra - isto é, se a pessoa tende a escolher sobretudo os artigos mais baratos, se compra maioritariamente marca própria ou se privilegia marcas conhecidas.

Eurospin: o maior “corta-preços” do teste

No topo desta avaliação aparece o discounter Eurospin. De acordo com os dados, uma família de quatro pessoas pode poupar até 3.700 euros por ano face à média nacional, desde que opte de forma consistente pelos produtos mais baratos disponíveis.

Não se trata de um “sacrifício” radical, mas sim de escolher, em cada prateleira, a alternativa com menor preço - algo comparável ao que acontece quando se faz a compra nos discounters clássicos do espaço de língua alemã.

  • Formato de loja: discounter
  • Estratégia: escolher de forma consistente os produtos mais baratos disponíveis
  • Potencial: até 3.700 euros de poupança anual para uma família de quatro pessoas

A diferença nasce do mesmo mecanismo de sempre: pequenos acréscimos por artigo tornam-se enormes quando se somam ao cabaz anual. Quem consegue gastar menos 10 a 15 euros por semana chega rapidamente a um valor de quatro dígitos - com a mesma quantidade, mas com outras marcas no carrinho.

Carrefour destaca-se nas marcas próprias - e porquê

Há um segundo resultado relevante: quando a análise se limita a produtos com a marca da própria cadeia (marcas próprias), o Carrefour surge como a opção mais favorável. Quem compra maioritariamente estes artigos pode, segundo o estudo, reduzir a despesa até 3.308 euros por ano.

"As marcas próprias há muito deixaram de ser um recurso barato de emergência - tornaram-se um instrumento central para aliviar o orçamento doméstico."

Em muitos países, as marcas próprias seguem uma lógica semelhante: linhas base muito económicas, gamas “normais” a preço intermédio e, frequentemente, opções premium, como linhas biológicas ou de delicatessen. Para o consumidor, este modelo é apelativo porque:

  • as receitas e a qualidade tendem a manter-se estáveis
  • os preços ficam, regra geral, abaixo dos das marcas estabelecidas
  • campanhas e semanas de desconto costumam incidir com força nas marcas próprias

No espaço de língua alemã, o princípio é facilmente transferível: quem recorre sobretudo às marcas próprias de Rewe, Edeka, Hofer, Billa, Migros ou Coop consegue aliviar o orçamento sem abdicar de toda a conveniência.

Relevante para o dia a dia: a “compra mista”

A maioria dos agregados não compra apenas artigos “baratos” nem enche o carrinho exclusivamente com marcas. O mais comum é o equilíbrio: para a farinha basta a opção simples; para o iogurte preferido, escolhe-se a marca habitual; no detergente da loiça entra a marca própria; e no café mantém-se a torra de sempre.

Foi precisamente para esta realidade que a Altroconsumo criou a categoria “compra mista”. Aqui, os discounters continuam a liderar, com o In’s Mercato como o exemplo mais barato.

Estilo de compra Canal mais barato Exemplo do estudo
Apenas os produtos mais baratos discounter Eurospin
Foco em marcas próprias super e hipermercados com marca própria forte Carrefour
Compra mista discounter In’s Mercato

Transportando a ideia para a Alemanha, a Áustria e a Suíça: quem gosta de marcas pode considerar fazer a grande compra semanal no discounter e combinar, de forma intencional, marcas em promoção com itens de preço permanentemente mais baixo - em muitos casos, a base de preços é inferior à de um supermercado tradicional.

Fãs de marcas também conseguem poupar - com a cadeia certa

O estudo deixa claro ainda um ponto: mesmo quem não quer abdicar de marcas conhecidas não tem de aceitar, resignado, uma conta cada vez maior. Ao escolher lojas com uma política de preços mais favorável para marcas, é possível obter poupanças palpáveis.

Na análise, destacam-se em particular Famila, Ipercoop e Esselunga. Mantendo um cabaz de marcas equivalente, a poupança pode chegar a cerca de 506 euros por ano. É bastante menos do que nos cenários mais agressivos de poupança, mas para muitos lares, 40 a 50 euros por mês já fazem diferença.

"Mesmo os fãs de marcas podem aliviar o orçamento anual em várias centenas de euros se prestarem atenção à política de preços de cada cadeia."

No espaço de língua alemã, compensa espreitar folhetos e aplicações das grandes cadeias: muitas atacam a concorrência precisamente nas marcas, com preços baixos permanentes, promoções de compra múltipla ou acordos exclusivos com fabricantes.

O que realmente faz a diferença ao poupar no supermercado

A mensagem central do levantamento é simples: não existe um único “supermercado milagroso” que resolva o orçamento; o que manda é o comportamento de compra. A poupança final depende do que entra no carrinho:

  • muitos básicos e marcas próprias - potencial de poupança elevado
  • grande percentagem de produtos de marca - potencial menor, mas ainda significativo
  • compras por impulso, refeições prontas, snacks - motores de talões mais altos

A isto somam-se factores como aproveitar promoções, fazer stock de produtos de longa duração ou estar disposto a mudar de cadeia quando outra se ajusta melhor aos hábitos do lar.

Estratégias práticas para consumidores no espaço de língua alemã

Embora os números venham de Itália, os mecanismos são praticamente os mesmos. Para poupar no quotidiano, ajuda seguir algumas regras simples:

1. Definir uma loja principal - e uma “loja de poupança” em paralelo

Muita gente tem um supermercado de eleição pela localização ou pelo sortido. Ainda assim, faz sentido escolher também um discounter próximo como “loja de poupança” fixa. Produtos não perecíveis, bebidas, detergentes e bens essenciais costumam ficar claramente mais baratos.

2. Testar marcas próprias de forma intencional

Em vez de mudar tudo de uma vez, um método gradual funciona melhor. Todas as semanas, dá para substituir um ou dois artigos pela marca própria: massa, leite, detergente para a roupa, conservas. Se o sabor ou o desempenho agradarem, o produto fica - e o orçamento desce ao longo do tempo.

3. Comprar marcas apenas onde forem realmente baratas

Muitos consumidores subestimam quanto variam os preços do mesmo produto de marca entre lojas. Para reduzir esse efeito, servem aplicações de comparação, folhetos e cartões digitais de cliente. Frequentemente, compensa comprar sistematicamente certas marcas favoritas onde a cadeia as promove de forma mais agressiva.

Psicologia no supermercado: quando o hábito sai caro

Uma razão comum para muitos lares não explorarem o potencial de poupança está nas rotinas. Já se conhece o percurso na loja, as caixas, as prateleiras; mudar parece trabalhoso e estranho. Além disso, diferenças de 20 ou 30 cêntimos por produto parecem, no momento, insignificantes.

Quando essas diferenças são projectadas ao longo do ano, a escala muda: quem gasta apenas mais 15 euros por semana termina o ano com quase 800 euros de despesa adicional. Em agregados maiores e com várias compras semanais, este valor pode aumentar de forma evidente.

Riscos quando o preço é o único critério

Apesar do potencial de poupança, vale a pena manter equilíbrio. Quem compra sempre apenas pelo menor preço pode sentir desvantagens noutros pontos:

  • diferenças de qualidade em alguns artigos, por exemplo carne ou peixe fresco
  • deslocações mais longas, que custam tempo e combustível
  • risco de comprar mais “porque está barato”

Uma abordagem sensata junta controlo de preços com prioridades pessoais: nos produtos consumidos diariamente, a qualidade pode ter primazia. Em detergentes, bens essenciais e artigos standard, faz mais sentido escolher gamas económicas ou intermédias.

Como estimar, de forma simples, o próprio potencial de poupança

Para perceber se mudar compensa, dá para fazer uma conta rápida: registar uma compra semanal típica e, depois, recalcular os mesmos itens (ou equivalentes de marca própria) num discounter ou noutra cadeia. Se a diferença semanal ultrapassar 10 a 20 euros, existe potencial de poupança sustentado.

Com essa base, cada agregado pode decidir se ajusta a rotina. Afinal, a análise em Itália mostra-o com clareza: o local onde se compra tornou-se um verdadeiro instrumento estratégico do orçamento doméstico - e quem o utiliza ganha margem real na carteira.

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