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Preços dos combustíveis: gasolina e gasóleo sobem a 25 de novembro

Homem com camisa verde abastece carro verde numa bomba de gasolina, olhando para o telemóvel.

Subida de preços da gasolina e do gasóleo

As projeções avançadas por fontes ligadas ao setor dos combustíveis tendem a ser certeiras quando o tema é a evolução dos preços - e, desta vez, voltou a confirmar-se. Tal como tinha sido indicado na sexta-feira passada, 22 de novembro, a gasolina e o gasóleo registaram novos aumentos.

A maior subida verificou-se no gasóleo, o combustível mais consumido em Portugal, que encareceu 2,5 cêntimos por cada litro abastecido. A gasolina simples 95 octanas também ficou mais cara, embora de forma menos acentuada, com um acréscimo de 1,5 cêntimos por litro.

Feitas as contas, desde hoje, 25 de novembro, a gasolina simples 95 octanas passa a ter um valor de 1,714 euros por litro, enquanto o gasóleo sobe para 1,605 euros por litro.

Como são definidos os valores médios divulgados pela DGEG

Como é habitual, a referência para o preço dos combustíveis assenta nos dados publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os números relativos à sexta-feira, 22 de novembro.

Os montantes divulgados pela DGEG já consideram os descontos aplicados pelas gasolineiras e também as medidas do Governo que estão atualmente em vigor. Ainda assim, importa sublinhar que estes valores não correspondem, necessariamente, aos preços praticados nos postos de abastecimento.

Tratam-se apenas de médias indicativas. Além disso, cada marca continua a ter autonomia para definir o preço que entende mais adequado à sua estratégia comercial.

Diferenças nos aumentos por marca: Galp, BP e Repsol

Por isso, ao observar o que acontece no terreno, encontram-se diferenças entre operadores. A Galp, por exemplo, decidiu aumentar a gasolina em meio cêntimo e o gasóleo em 2,5 cêntimos. A BP, por sua vez, subiu gasolina e gasóleo em 2,5 cêntimos. Já a Repsol fez a gasolina avançar 2 cêntimos e o gasóleo 2,5 cêntimos.

Medidas do Governo

As medidas extraordinárias de apoio aos combustíveis continuam em vigor, embora tenham vindo a ser reduzidas de forma gradual.

A descida dos «descontos fiscais» deverá prosseguir, algo que ficou novamente patente na proposta do Orçamento do Estado para 2025. Nesse sentido, o Governo propõe para 2025 o “fim da isenção de ISP sobre os biocombustíveis avançados e o descongelamento progressivo da taxa de carbono”.

A atualização faseada da taxa de carbono é apontada como uma das medidas com maior influência na evolução do preço dos combustíveis. Recorde-se que esta já foi atualizada por três vezes desde 26 de agosto - sendo que a última ocorreu em setembro.

Neste momento, a taxa de carbono está fixada em 81 €/t de CO2, de acordo com a Portaria n.º 210-A/2024/1. Ainda assim, mantém-se abaixo dos 83,524 €/t, que era o valor previsto para este ano caso o congelamento não tivesse sido aplicado.

O efeito acumulado da atualização da taxa de carbono no preço dos combustíveis atinge 7,5 cêntimos por litro no gasóleo e 6,9 cêntimos na gasolina.

O «desconto» do ISP mantém-se - 15,1 cêntimos por litro no gasóleo e 16,3 cêntimos por litro na gasolina -, mas a soma total das ajudas será, previsivelmente, inferior. No total, aponta para 17,6 cêntimos por litro de gasóleo e 19,2 cêntimos por litro de gasolina.


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