EDP rejeita imposto sobre lucros extraordinários no sector elétrico
A EDP sustenta que não existe qualquer fundamento para voltar a taxar lucros extraordinários e inesperados no sector elétrico - porque, segundo a empresa, esses ganhos simplesmente não aconteceram. Confrontado esta quinta-feira por analistas com a possibilidade de Portugal voltar a aplicar uma tributação deste tipo às empresas energéticas, à semelhança do que sucedeu em 2022, o presidente executivo (CEO) da EDP, Miguel Stilwell de Andrade, sublinhou que “as energias renováveis e o sector elétrico não beneficiaram de nenhum ganho inesperado”.
O gestor reforçou a mesma ideia: “Não vemos qualquer razão para aplicar impostos extraordinários sobre lucros inesperados, porque não existem”, afirmou.
Resultados da EDP no 1.º trimestre: €378 milhões, menos 12% face a 2025
A EDP encerrou o primeiro trimestre do ano com lucros de €378 milhões, o que representa uma descida de 12% em comparação com 2025. Ao Expresso, Miguel Stilwell de Andrade apontou como principal fator negativo “O que foi negativo? Os preços muito mais baixos da eletricidade na Península Ibérica e os custos adicionais dos serviços de sistema, associados à tempestade ‘Kristin’ e à devastação das redes”.
Tempestade ‘Kristin’ e serviços de sistema aumentam custos e pressionam preços aos clientes
Segundo o CEO, a rubrica de serviços de sistema - que inclui a contratação de algumas centrais elétricas para assegurar a estabilidade e robustez da rede - originou “cerca de €50 milhões de custos extra nos primeiros três meses do ano”.
O responsável admitiu ainda que a empresa está a “refletir estes custos mais elevados nos preços apresentados aos clientes”. Com perto de 80% de quota no mercado livre, este efeito vai repercutir-se nas faturas de milhões de clientes da elétrica.
Miguel Stilwell de Andrade estimou também um impacto líquido de €20 milhões apenas para “substituir os bens destruídos durante a tempestade ‘Kristin’”.
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