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Porto vai enterrar a Avenida da AEP e criar o Distrito Económico e Empresarial do Porto

Pessoas a passear e trabalhar ao ar livre numa zona urbana moderna junto a um rio com edifícios e áreas verdes.

O Governo e a Câmara Municipal do Porto anunciaram um plano para “enterrar” a Avenida da Associação Empresarial de Portugal (AEP), com o objectivo de voltar a unir as duas margens que a via hoje separa em Ramalde e, a partir daí, dar forma ao futuro “Distrito Económico e Empresarial do Porto”.

Anúncio do projecto em reunião com Montenegro, Duarte e Moedas

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, e pelo presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, após uma reunião de duas horas em que participou também o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.

Reorganização da Zona Industrial de Ramalde e foco em empresas tecnológicas

Na explicação do primeiro-ministro, a Zona Industrial de Ramalde deverá avançar para uma “reorganização urbana de todo aquele espaço”, orientada “para um potencial que junte aquilo que já existe do ponto de vista industrial, do ponto de vista dos serviços, a novas utilizações, novos enquadramentos, nomeadamente no que diz respeito a empresas tecnológicas”.

Luís Montenegro aproximou esta ambição do projecto lisboeta “Parque Cidades do Tejo”.

Distrito Económico e Empresarial do Porto: emprego, habitação e espaço público

Pedro Duarte detalhou as metas associadas ao futuro “Distrito Económico e Empresarial do Porto”, apontando para um impacto que poderá traduzir-se na criação de “até 35 mil novos postos de trabalho” e também no desenvolvimento de “até seis mil novas habitações para a classe média”.

“A nossa intenção é enterrarmos a atual avenida AEP para podermos ligar as duas margens daquela zona industrial e podemos criar um grande parque de habitação, de espaços empresariais, de serviços, espaço público para usufruto das comunidades, com espaços verdes, para a prática desportiva”, acrescentou o autarca, referindo ainda a preferência por soluções assentes na mobilidade suave.

O presidente da Câmara do Porto disse também acreditar que a cidade “tem condições para ser um 'hub', um centro do ponto de vista de empresas tecnológicas” e que este novo espaço terá um papel “dinamizador” no contexto da Área Metropolitana.

Não foram avançadas datas para a concretização do projecto.

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