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Luís Montenegro diz que Portugal é altamente competitivo na energia e prevê crescimento acima da União Europeia em 2026

Homem em fato a discursar num evento com bandeiras de Portugal e UE, frente a auditório e janelas com turbinas e solares visí

Na abertura da primeira edição do fórum "Portugal, Nação Global", realizada no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, o primeiro-ministro defendeu esta quarta-feira que Portugal é "altamente competitivo" na energia, por apresentar um dos "custos mais baixos da União Europeia", e mostrou-se confiante de que, em 2026, o país voltará a crescer acima da média comunitária.

Perante empresários da diáspora, Luís Montenegro procurou elencar argumentos para reforçar a atratividade de investir em Portugal.

Competitividade energética e autonomia estratégica

O chefe do Governo salientou que, atualmente, o preço da energia deixou de ser um obstáculo e passou a ser uma vantagem comparativa do país.

"Neste momento, já somos, na Europa, um país que apresenta os custos de energia mais baixos. Devo destacar este ponto porque, há alguns anos atrás, este era um fator em desfavor da nossa competitividade. Portugal é hoje altamente competitivo do ponto de vista energético", sublinhou.

Segundo Montenegro, a autonomia estratégica no setor energético representa simultaneamente um ganho de soberania e um fator decisivo para a economia.

"É que quanto menos dependentes estivermos e quanto mais competitivos formos no preço da energia, terreno mais fértil temos para atrair e fixar novos investimentos", disse.

Política fiscal e solidez das finanças públicas

Entre os elementos apontados para captar investimento, o primeiro-ministro destacou ainda a orientação do atual Governo, que classificou como uma "política fiscal amiga das empresas", assegurando que essa linha de atuação "está a para durar".

"Porque, apesar da luta política democrática normal, creio que ninguém ousará, nos próximos anos, colocar em causa a estratégia fiscal que faz de Portugal um país que cobra menos impostos sobre os rendimentos do trabalho e, portanto, é mais atrativo para o capital humano e também cobra menos impostos sobre a atividade das empresas e, portanto, é mais atrativo para fixar investimentos", disse.

Ao referir a robustez das contas públicas, Montenegro afirmou que Portugal caminha "para o quinto ano consecutivo de desempenho económico que supera a média da União Europeia".

"Se tudo correr dentro daquilo que está previsto, em 2026, apesar de todas as incertezas, todas as adversidades, será mais um ano onde Portugal crescerá mais do que a média da União Europeia", vaticinou.

Fórum "Portugal, Nação Global": investimento, desburocratização e financiamento

O Fórum Portugal Nação Global, concebido para estreitar ligações entre Portugal, a diáspora e os mercados internacionais, prevê reunir mais de 600 participantes - entre empresas e instituições - oriundos de mais de 40 países, entre esta quarta-feira e quinta-feira, em Lisboa.

No plano interno, o primeiro-ministro assinalou "a aposta clara" do executivo PSD/CDS-PP que lidera na "desburocratização e simplificação de procedimentos", com o objetivo de acelerar respostas do Estado.

"Gostava que saíssem daqui muito cientes de que estamos a fazer um esforço grande para tornar mais ágil a resposta da administração às solicitações das pessoas, mas também às solicitações das empresas", afirmou.

Montenegro acrescentou que existem, hoje, instrumentos capazes de contornar limitações de financiamento que, no passado, afetaram empresas portuguesas - ou empresas de portugueses - interessadas em investir no país.

"Aquilo que nós queremos é que as empresas portuguesas, as empresas que querem investir em Portugal possam ter no sistema financeiro um parceiro, possam ter no banco português de fomento um parceiro para não ficarem para trás por razões de dificuldade de acesso nomeadamente a crédito", sublinhou.

O primeiro-ministro disse esperar que o encontro dê origem a projetos e investimentos concretos e pediu aos empresários presentes que sejam embaixadores não apenas da cultura e das tradições nacionais no estrangeiro, mas também da "vontade empreendedora e capacidade de transformação" dos projetos portugueses.

"Desejo que a tal lista de contactos que vão aqui trocar de projetos, de experiências, seja inspiradora e seja um bocadinho mais do que isso: seja a semente para projetos que vão depois germinar em bons investimentos e em maior crescimento de Portugal e maior crescimento da nossa comunidade e da sua prosperidade espalhada por todo o mundo", desejou.

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