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3 erros de coloração que criam o típico "efeito "avó"" depois dos 60

Mulher loira sentada no cabeleireiro a ser penteada por profissional em ambiente luminoso e moderno.

Muitas mulheres acabam por recorrer à coloração para disfarçar as raízes brancas. E não é raro regressarem do salão - ou saírem da casa de banho - com um tom que as deixa com um ar mais duro, mais cansado e, na prática, visivelmente mais velho. Para os cabeleireiros profissionais, repetem-se quase sempre os mesmos deslizes. Há três opções de coloração que sobressaem, porque desencadeiam quase automaticamente o típico "efeito "avó"".

Porque é que a cor do cabelo depois dos 60 se torna tão delicada

Com o passar do tempo, não é só o cabelo que muda: a pele também. A tez perde luminosidade, tende a ficar ligeiramente mais amarelada e, por vezes, mais irregular. É precisamente aqui que a cor no cabelo ganha um peso enorme: pode suavizar visualmente pequenas rugas - ou, pelo contrário, fazer sobressair cada linha.

Uma cor inadequada intensifica sombras, rugas e cansaço - já uma nuance bem escolhida, pelo contrário, traz luz ao rosto.

Por isso, os coloristas profissionais olham menos para tendências e muito mais para:

  • subtom da pele (frio, quente, neutro)
  • cor natural de base do cabelo
  • densidade e estrutura do fio
  • hábitos de maquilhagem (muita, pouca ou nenhuma)

Ainda assim, por insegurança ou simples hábito, muitas mulheres acabam em tons que somam anos ao visual. As três maiores armadilhas são:

Erro 1: Cores demasiado escuras - o "efeito capacete"

Optar por um castanho muito escuro ou até um preto profundo pode parecer, à primeira vista, uma boa ideia: o branco desaparece, o contraste fica forte e a cobertura é fiável. Depois dos 60, esta escolha quase sempre se volta contra si.

Os tons escuros deixam a pele com um ar mais pálido e evidenciam olheiras e qualquer ruga, mesmo as mais finas. Isto torna-se especialmente problemático quando a pele já perdeu firmeza e reflete menos luz. O rosto fica mais rígido e, por vezes, até mais severo ou sisudo - mesmo que a pessoa não se sinta assim.

Cores muito escuras, no dia a dia, rapidamente parecem um capacete pesado de cor - nada se mexe, nada reflete luz.

Muita gente também não se apercebe de que, ao retocar em casa, as colorações tendem a escurecer cada vez mais. Se, de cada vez, se excede um pouco o tempo de atuação ou se aplica “por segurança” mais produto, é fácil acabar duas a três tonalidades abaixo do que se pretendia.

Como evitar a armadilha do demasiado escuro

  • Escolher sempre uma nuance mais clara do que a que parece “certa”.
  • Preferir tons ligeiramente translúcidos em vez de um preto-acastanhado totalmente opaco.
  • Manter a raiz um pouco mais escura e os comprimentos mais suaves - o resultado fica mais vivo.
  • Pedir ao cabeleireiro, com regularidade, para confirmar se a cor está a “descer” (a ficar mais escura ao longo do tempo).

O ideal são castanhos quentes e macios, com reflexos discretos que lembrem avelã, caramelo ou café com leite. Dão profundidade sem “fechar” o rosto.

Erro 2: Loiros extremos - entre o amarelado e o que apaga a tez

Ir para o lado oposto pode ser igualmente arriscado: saltar para um loiro muito claro e extremo. Muitas mulheres esperam ficar mais jovens e com um ar mais fresco. Isso só funciona quando o tom e a técnica estão mesmo impecáveis para a pessoa. Na prática, acontece muitas vezes o contrário.

Dois problemas típicos aparecem repetidamente:

  • Amarelado forte - o cabelo parece baço, irregular e pouco cuidado.
  • Loiro gelado e pálido - a pele fica esbatida, e a tez perde qualquer calor.

Um loiro demasiado claro pode, de facto, tapar os brancos - mas, em troca, “acinzenta” visualmente o rosto inteiro.

Um loiro muito frio, quase branco, faz sobressair mais as veias, as vermelhidões e as manchas de pigmentação. E quem já usa pouca maquilhagem acaba, com facilidade, a parecer doente ou esgotada.

Como perceber que o loiro não está a resultar

Há um teste simples do quotidiano: se der por si a precisar de muito mais maquilhagem, blush ou batom para que o penteado “combine” com o seu rosto, a cor provavelmente não está bem escolhida. Uma nuance harmoniosa continua a funcionar mesmo num dia "sem maquilhagem".

Em vez de mudanças radicais, os cabeleireiros costumam sugerir um caminho moderado:

  • Ficar apenas uma a duas tonalidades acima da cor natural.
  • Escolher reflexos dourados, cremosos ou mel, que devolvam calor.
  • Trabalhar com madeixas e transições suaves, em vez de descolorar tudo por igual.

Assim, o loiro fica elegante e fresco, sem parecer artificial ou "pintado".

Erro 3: Cor uniforme em bloco - zero movimento, zero profundidade

A terceira armadilha é menos óbvia, mas envelhece pelo menos tanto: uma cor totalmente homogénea da raiz às pontas. Seja castanho médio, avermelhado ou loiro - quando não existe um único reflexo a quebrar a luz, o visual fica plano e "puxado".

Uma cor igual de ponta a ponta rouba toda a vida ao cabelo e, visualmente, lembra rapidamente uma peruca em vez de uma cabeleira natural.

Este efeito torna-se ainda mais evidente quando o cabelo está a afinar. A superfície parece achatada, e o cabelo dá a sensação de ter menos volume do que realmente tem. As ruguinhas nas têmporas e à volta dos olhos sobressaem mais, porque não há jogo de luz a suavizá-las.

Porque é que os reflexos fazem tanta diferença depois dos 60

Highlights finos, sombreados suaves ou um degradé discreto (raiz mais escura e pontas ligeiramente mais claras) devolvem movimento ao corte. A luz reflete nas zonas mais claras e as sombras ajudam a disfarçar contornos duros. E, quase sem esforço, o resultado parece mais atual - e claramente mais caro, mesmo quando a técnica é simples.

No salão, são comuns métodos como:

  • Balayage: madeixas aplicadas à mão livre, com um efeito “beijado pelo sol”.
  • Degradés Ombré suaves: raiz ligeiramente mais escura, comprimentos com clareamento macio.
  • Coloração de contorno: pontos de luz colocados de forma estratégica à volta do rosto e da testa.

Também um grisalho ou prateado bem assumido pode parecer extremamente moderno - desde que a tonalidade seja limpa, com brilho discreto e sem amarelecer. Muitos profissionais combinam isto com um glossing frio, que neutraliza o amarelado e acrescenta luminosidade.

A melhor estratégia: pequenos ajustes em vez de mudanças radicais

Quem tem mais de 60 e quer uma cor fresca e adequada ao seu estilo não precisa de correr atrás de todas as tendências. Muitas vezes, bastam correções pequenas. Um ligeiro aclarar junto ao rosto, algumas madeixas suaves ou um reflexo mais quente podem ser suficientes para “tirar” anos ao conjunto.

Problema Escolha pouco favorável Alternativa mais inteligente
Muitas raízes brancas Preto profundo ou castanho muito escuro Castanho suave com madeixas finas mais claras
Tez pálida Loiro gelado, quase branco Loiro cremoso, ligeiramente dourado
Cabelo fino Cor totalmente uniforme Degradés suaves e reflexos para criar volume visual

O que um profissional pergunta sempre antes de colorir

Um bom cabeleireiro raramente começa logo a misturar a cor. Primeiro, vêm as perguntas: Quanto tempo quer investir em cuidados e retoques? Com que frequência usa maquilhagem? Prefere roupa em tons mais discretos, quentes ou mais frios? Tudo isto influencia quais as nuances que, no dia a dia, realmente funcionam.

Também é essencial olhar com honestidade para a estrutura do cabelo: cabelo muito danificado e poroso absorve pigmentos de forma irregular, e os tons podem parecer mais escuros ou manchados. Nestes casos, uma rotina de cuidado com máscaras, produtos de bonding e menos calor costuma criar um efeito mais rejuvenescedor do que mais uma ronda de coloração.

Amar o cabelo grisalho - ou disfarçá-lo com inteligência

Quem gosta do seu grisalho ou branco não tem, obrigatoriamente, de o cobrir. Cortes curtos e médios mais modernos, contornos definidos e um prateado bem cuidado ficam muito elegantes. Um champô prateado leve, sprays de brilho e cortar pontas com regularidade muitas vezes chegam.

E quem (ainda) não se consegue habituar ao grisalho costuma beneficiar mais de soluções de transição: tonalizantes que saem de forma suave, madeixas macias que quebram a raiz, ou glossings que acrescentam brilho e pequenas nuances, sem transformar por completo o visual.

No fim, o decisivo não é se o cabelo é escuro, loiro ou grisalho - é se o tom, a técnica e a manutenção combinam com a pessoa. Ao evitar as três grandes armadilhas, a cor deixa de parecer "disfarce" e passa a transmitir naturalidade, energia e vida.


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