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Operadores turísticos já reservam hotéis em Fátima para 2028

Homem vestido de fato analisa documentos e computador numa receção de estação rodoviária com autocarros ao fundo.

Operadores turísticos de destinos mais distantes tratam as viagens com grande antecedência para assegurarem alojamento. Este ano, a capacidade disponível já não chega para todos.

De acordo com Alexandre Marto, vice-presidente da Associação Hotéis de Portugal, já há operadores de mercados longínquos em negociações com unidades hoteleiras de Fátima para bloquearem quartos em duas datas específicas: 12 de maio e 12 de outubro de 2028. O objectivo é garantir dormida para entre dez e 20 grupos, cada um com cerca de 50 pessoas, que visitam Portugal e pretendem passar pelo Santuário.

"As reservas dos primeiros circuitos internacionais, sobretudo do mercado norte-americano, iniciam-se dois anos antes, em maio ou em junho, pois não podem correr o risco de não haver alojamento para tantas pessoas", justifica Alexandre Marto. "No Brasil, também é comum, pois vendem as viagens a prestações, o que tem de ser feito antecipadamente", explica.

Regra geral, os circuitos pela Europa incluem paragens em vários países. No caso do Brasil, exemplifica, é habitual um padre anunciar uma viagem que junta Fátima, Santiago de Compostela (Espanha) e Roma (Itália), precisamente para permitir "parcelar" o pagamento. Já nos circuitos não religiosos oriundos da Ásia, acrescenta que, por implicarem muitas horas de deslocação, os viajantes acabam sempre por visitar vários países.

À medida que se aproximam as celebrações religiosas, os cerca de nove mil lugares disponíveis nos hotéis de Fátima começam a desaparecer do mercado. Segundo o vice-presidente da Associação Hotéis de Portugal, amanhã a taxa de ocupação chegará aos 100%. Quem ainda quiser ficar num hotel, mas não tiver reserva feita, terá de procurar opções em localidades próximas. Além disso, existem ainda aproximadamente seis mil camas em alojamentos locais e em espaços pertencentes à Igreja.

Preços disparam

Nos dias que antecedem as grandes peregrinações a Fátima, em maio e em outubro, o custo das dormidas tende a subir. Conforme apurou o JN, numa unidade de quatro estrelas uma noite pode custar 100 euros em época baixa, enquanto os últimos quartos em época alta podem atingir 500 euros. Alexandre Marto evita indicar valores concretos, mas confirma que os preços médios têm vindo a aumentar - à semelhança do que acontece noutros hotéis em Portugal - devido à subida simultânea da procura e dos custos.

"Os clientes internacionais, sobretudo da Ásia e das Américas, que correspondem a 50% dos grupos registados, têm mais poder de compra e exigem hotéis de qualidade", refere o empresário. "Mas, na época baixa, Fátima fica abaixo em 30% dos preços praticados no Algarve, e na época alta 50% ou mais", sublinha. "No resto do ano, há um peso enorme de touring. Vêm conhecer a cultura portuguesa, e param em Fátima, porque sabem que faz parte do nosso DNA."

Até 5 de maio, estavam registados nos serviços do Santuário 138 grupos, somando 6301 pessoas. Deste total, 3544 eram estrangeiros, integrados em 94 grupos provenientes de 28 países dos cinco continentes. A maior fatia chega da Polónia, Itália, França, Brasil e México. Por sua vez, Portugal contabilizava 2757 peregrinos, repartidos por 44 grupos, sendo que 33 seguiam em peregrinação a pé.

A ter em conta

Patriarca de Lisboa preside
A Peregrinação Internacional Aniversária de Maio terá a presidência de D. Rui Valério, patriarca de Lisboa, que associa a estas celebrações uma "súplica urgente pela paz global e o apelo a uma Igreja que vá ao encontro do próximo, através de gestos simples e quotidianos da vida".

Reforço de policiamento
No quadro da "Operação Fátima 2026", o apoio aos peregrinos, tanto na estrada como no Santuário, nos dias 12 e 13 de maio, será assegurado por 300 operacionais da GNR, bombeiros, INEM e Cruz Vermelha. É esperada a presença de milhares de pessoas.

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