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Homem de Ermesinde suspeito de liderar assalto na Azambuja: ouro, 15 mil euros e ADN numa ponta de cigarro

Cigarro apagado num saco de plástico junto a notas de euro e joias douradas sobre uma mesa, polícia ao fundo.

Um homem de Ermesinde é apontado como o alegado líder de um grupo que, em agosto de 2025, na zona da Azambuja, terá invadido a casa de um casal sexagenário, sequestrando-o e submetendo-o a agressões e tortura durante várias horas, com o objetivo de lhes roubar ouro e 15 mil euros.

As autoridades situam o crime em agosto de 2025 e dizem ter chegado agora à identificação do suspeito através de vestígios de ADN recolhidos numa ponta de cigarro abandonada num dos locais associados ao assalto. Detido pela Polícia Judiciária (PJ), o homem ficou em prisão preventiva.

A invasão da casa na Azambuja

Pouco depois das 19 horas, Ana Maria e o marido, Vítor, ambos com pouco mais de 60 anos, chegaram a casa, na zona da Azambuja. Estavam a preparar-se para jantar quando sete indivíduos entraram na habitação aos gritos, empunhando paus, tacos de basebol e proferindo ameaças de morte.

De acordo com a investigação, vários elementos do grupo agrediram e manietaram o casal, insistindo numa única exigência: "O dinheiro todo e o ouro".

Tortura, ameaças e exigência de 15 mil euros

Como encontraram apenas 600 euros e algumas peças de ouro, os atacantes terão intensificado a violência e o sofrimento imposto às vítimas. Um dos assaltantes pegou num martelo e terá golpeado os pés e as mãos do casal.

A determinada altura, terão também ameaçado: "Vamos queimar-vos aos dois, com ácido, e depois damos-vos um tiro na cabeça". Em seguida, derramaram um líquido abrasador nas costas da mulher e nas pernas do marido, provocando queimaduras graves e dores muito intensas.

As vítimas terão perdido os sentidos por diversas vezes, sendo acordadas à paulada. Perante a ausência de uma resposta que considerassem satisfatória, os agressores terão arrancado várias unhas ao homem com um alicate.

Só quando um dos ladrões ameaçou que os matavam a tiro e que iriam atrás do resto da família - dando pormenores sobre "as crianças" - é que a mulher acabou por revelar que guardava 15 mil euros noutra casa, nos Olivais, em Lisboa.

De imediato, o casal foi colocado no próprio carro e "tapadas com um pano". Um veículo do grupo seguia à frente e outro atrás. Já na residência dos Olivais, a mulher entregou 15 mil euros, em notas.

Satisfeitos com o que conseguiram, os assaltantes destruíram os telemóveis das vítimas e abandonaram-nas na berma de uma estrada na zona de Alenquer.

Já com o dia a nascer, o casal foi encontrado e encaminhado para o hospital. Ana Maria recuperou mais depressa, enquanto o marido permaneceu internado durante quase um mês.

Ouro vendido na Maia

A PJ iniciou diligências logo após o crime, mas só no mês passado conseguiu identificar e deter o presumível líder do grupo. A identificação terá sido possível devido a uma ponta de cigarro localizada pela PJ na casa da Azambuja, de onde foram recolhidos vestígios de ADN.

O suspeito é Renato B., residente no Bairro das Saibreiras, em Ermesinde.

Apresentado a um juiz de instrução criminal, que lhe decretou a medida de coação de prisão preventiva, Renato B. recusou-se a indicar quem seriam os restantes envolvidos no roubo violento.

Um filho do suspeito - identificado por ter vendido, numa ourivesaria da Maia, o ouro roubado ao casal - foi constituído arguido.

A Polícia Judiciária mantém em curso a investigação e continua à procura dos outros membros do grupo.

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