Entre a avalanche de lançamentos prevista pela BMW - 40 novos modelos até ao fim de 2027 - há um nome que continua a carregar um peso especial: o Série 3. Meio século depois, o modelo que melhor espelha o ADN da marca alemã prepara-se para entrar na sua oitava geração e dar mais um passo firme rumo à era elétrica.
Mesmo assim, eletrificar não é sinónimo de cortar com o passado. A próxima geração do Série 3 vai manter motores a gasolina, incluindo aquela versão que costuma fazer virar cabeças: o M3.
Prova disso são os protótipos que já vimos a circular na estrada - e as quatro saídas de escape não deixam margem para dúvidas sobre o que está escondido sob a camuflagem. Apesar de também estar a caminho um M3 elétrico, a divisão M da BMW continua a apostar no seis cilindros em linha, para alegria dos entusiastas.
Seis em linha está vivo
Se o futuro M3 elétrico vai ter de recorrer a truques para simular o som de um seis em linha, o M3 a combustão dispensa completamente essa necessidade. Debaixo do capô, a BMW já confirmou que o «todo-poderoso» Série 3 vai manter o bloco S58 que equipa a geração atual.
Ou seja: um 3,0 litros de seis cilindros em linha, biturbo, ligado a uma caixa automática de oito velocidades. No entanto, com as normas de emissões cada vez mais apertadas, especula-se que, pela primeira vez, este motor possa vir associado a um sistema mild-hybrid de 48 V.
Uma solução que ajuda a melhorar a eficiência do conjunto e que, ao mesmo tempo, também poderá aumentar a potência total sem o acréscimo de peso relevante típico de sistemas híbridos plug-in - como, por exemplo, o do novo BMW M5.
A potência ainda não é conhecida. Para referência, o atual BMW M3 CS - a variante mais potente da gama - anuncia 550 cv. Com a adoção de eletrificação ligeira, os rumores apontam para valores a rondar os 560 cv, o que faria deste o BMW M3 de produção mais potente de sempre.
Já a continuidade da caixa manual de seis velocidades e da versão exclusivamente de tração traseira continua em aberto. Se desaparecerem, será uma mudança importante para os puristas, embora o sistema xDrive permita enviar a potência apenas para o eixo traseiro.
Neue Klasse também chega ao M3
Conhecido internamente como G84, as imagens mais recentes dão-nos a melhor perspetiva até agora do que poderemos esperar do próximo BMW M3 a combustão, pelo menos no capítulo do design.
E, nesse aspeto, depois da polémica em torno das grelhas de grandes dimensões da geração atual, a marca de Munique parece pronta para mudar de rumo. É difícil identificar todos os detalhes, mas há uma certeza: a grelha será mais pequena e alinhada com os BMW de há umas décadas.
Em paralelo, o futuro M3 vai adotar a nova linguagem visual Neue Klasse, estreada pelo BMW iX3, e isso percebe-se com a adoção de faróis horizontais que se estendem até à grelha central através de uma máscara negra.
Como é tradição nos BMW assinados pela letra M, não vão faltar guarda-lamas alargados à frente e atrás, para uma postura mais musculada e imponente. A traseira também deverá receber um visual totalmente novo, com novos grupos óticos e um para-choques específico, partilhado com as já famosas quatro saídas de escape.
Quanto ao habitáculo, ainda há pouca informação, mas é praticamente certo que o novo M3 seguirá a filosofia apresentada no iX3. Isso significa a adoção do novo sistema Panoramic iDrive, um volante redesenhado e um ecrã central a partir do qual se controlará a maioria - senão todas - as funções do veículo.
Revelação prevista para 2027
Ainda não há datas confirmadas, mas tudo indica que o BMW M3 de oitava geração seja revelado em 2027, com chegada ao mercado prevista para o ano seguinte.
Quando isso acontecer, o novo M3 a gasolina terá a exigente missão de manter a identidade de um dos desportivos mais emblemáticos da marca numa fase de transição para a eletrificação. Será vendido em paralelo com o primeiro BMW M3 elétrico da história.
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