Segundo dados do INE, a Península de Setúbal foi a sub-região que apresentou o maior aumento (23.0%), enquanto a Região Autónoma dos Açores registou o mais baixo (11.9%).
Por tipologia de alojamento, no ano passado, o valor mediano de avaliação bancária - apurado no âmbito de pedidos de crédito para compra de habitação - subiu 21.0% nos apartamentos e 11.5% nas moradias, fixando-se em €2,239/m2 e €1,435/m2, respetivamente (€1,851/m2 e €1,287/m2 em 2024).
Evolução nacional em dezembro de 2025
Considerando apenas dezembro de 2025, o valor mediano de avaliação bancária aumentou €21 (1.0%) em relação ao mês anterior, para €2,081/m2, ficando 19.1% acima de dezembro de 2024 (18.4% em novembro).
Para o cálculo da mediana em dezembro, foram consideradas 34,496 avaliações (21,488 de apartamentos e 13,008 de moradias), um total 7.2% inferior ao observado no mesmo período do ano anterior.
Face a novembro, contabilizaram-se menos 1,786 avaliações bancárias, o que correspondeu a uma descida de 4.9%.
Na variação em cadeia, a Área Metropolitana de Lisboa registou o maior aumento do valor mediano de avaliação bancária (1.7%), ao passo que os Açores apresentaram a única diminuição (-0.1%).
Em comparação com dezembro de 2024, o valor mediano cresceu 19.1%, com o maior avanço na Península de Setúbal (27.3%) e sem registo de quedas.
Apartamentos: valores e variações por região
No mês em análise, o valor mediano de avaliação bancária dos apartamentos situou-se em €2,415/m2, mais 23.1% do que em dezembro de 2024.
Os níveis mais elevados observaram-se na Área Metropolitana de Lisboa (€3,199/m2) e no Algarve (€2,758/m2). Em sentido inverso, o Alentejo e o Centro apresentaram os valores mais baixos (€1,487 e €1,548/m2, respetivamente).
Em termos homólogos, a Península de Setúbal destacou-se com o crescimento mais expressivo (29.2%), não se tendo verificado diminuições.
Comparando com novembro de 2025, a avaliação dos apartamentos aumentou 1.1%, com os Açores a registarem a maior subida (2.8%) e o Alentejo a maior quebra (-3.6%).
Por tipologia, a mediana dos apartamentos T1 recuou €10, para €3,113/m2, enquanto nos T2 e T3 se observaram aumentos de €30 e €43, respetivamente, para €2,495/m2 e €2,090/m2.
Em conjunto, estas tipologias representaram 92.8% das avaliações de apartamentos realizadas em dezembro.
Moradias: evolução e diferenças territoriais
No último mês de 2025, o valor mediano de avaliação bancária das moradias foi de €1,516/m2, traduzindo um aumento homólogo de 14.7%.
Os valores mais altos verificaram-se na Área Metropolitana de Lisboa (€2,751/m2) e no Algarve (€2,629/m2). Já o Centro e o Alentejo registaram as medianas mais baixas (€1,114 e €1,213/m2, respetivamente).
No confronto com dezembro do ano anterior, a Península de Setúbal apresentou o maior crescimento (10.3%), sem reduções.
Face ao mês anterior, em dezembro o valor de avaliação das moradias subiu 1.1%, com a Madeira a evidenciar a maior subida (5.2%) e a única descida a ocorrer no Oeste e Vale do Tejo (-0.1%).
Quanto às tipologias, a mediana das moradias T2 e T3 aumentou €16 em ambas, para €1,511/m2 e €1,480/m2, respetivamente, enquanto a das T4 diminuiu €2, para €1,575/m2.
No total, estes tipos de imóvel concentraram 88.1% das avaliações de habitação no período em análise.
Regiões acima e abaixo da mediana nacional
Em dezembro de 2025, a Área Metropolitana de Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal apresentaram valores de avaliação superiores à mediana nacional em 51.1%, 31.0% e 21.1%, respetivamente.
Em contrapartida, Alto Tâmega e Barroso, Terras de Trás-os-Montes e Alto Alentejo foram as sub-regiões com os valores mais baixos face à mediana nacional (-52.7%, -52.1% e -51.0%, respetivamente).
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