Os relatórios técnicos já estão concluídos e colocam em cima da mesa duas formas de levar uma segunda ligação de transporte à Maia. A futura Maia II, entre Roberto Frias (Porto) e a estação Verdes (Maia), pode avançar como autocarro em via dedicada (metrobus) ou como metro ligeiro.
As duas alternativas respondem ao mesmo objetivo, mas não são iguais no custo nem na forma como se encaixam no terreno. O metro ligeiro implica um investimento mais elevado e é a opção preferida pela Câmara da Maia, que aponta dificuldades em integrar um corredor rodoviário no pólo da Asprela e na Circunvalação.
A linha Maia II servirá zonas bastante populosas, como Pedrouços, Águas Santas e Gueifães. Numa reunião extraordinária da Câmara da Maia, o Executivo tomou conhecimento das duas soluções projetadas para o percurso. O presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, salientou que a comparação deve ir além da componente financeira, avaliando também o impacto no território e a funcionalidade, sublinhando as “dificuldades de integração” do metrobus em “zonas críticas” como a Rua Roberto Frias, a Circunvalação e a envolvente do Hospital de São João, no Porto.
“A apresentação técnica revelou diferenças significativas entre as duas alternativas. Caso seja adotada a solução metrobus, o traçado passará de 13,01 para 14,30 quilómetros e o número de paragens aumentará de 16 para 18.
Cruza com três linhas
A única vantagem seria no valor do investimento, que seria menor”, informa a autarquia, liderada por Silva Tiago. Ainda assim, Emídio Gomes realçou que ambas as soluções poderão trazer uma “rutura positiva” no concelho da Maia, com impacto direto na reorganização urbana, habitacional e económica.
A futura linha fará ligação à Linha Amarela (que aproxima o Hospital de São João, no Porto, de Vila d”Este, em Gaia) no S. João, à Linha Violeta (que ruma ao Aeroporto de Pedras Rubras) e à Linha Vermelha (que liga a Vila do Conde e à Póvoa de Varzim) na zona da estação Verdes.
O presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago, inclina-se para a opção metro. “A minha solução preferencial é, claramente, a do metro ligeiro, o LRT”, afirmou o social-democrata, defendendo que é necessário analisar os estudos comparativos, elaborados pela Metro do Porto, antes de tomar uma decisão política.
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