Com mais de 37 milhões de unidades comercializadas globalmente, o Volkswagen Golf é o modelo mais vendido da marca. E, com a chegada dos 50 anos, este ícone teve direito a uma celebração especial - na qual também marcámos presença.
Capadócia: um cenário milenar para o aniversário
O palco escolhido foi a histórica região da Capadócia, na Turquia. Foi no Parque Nacional de Göreme - distinguido pela UNESCO como Património Mundial em 1985 - que nos deparámos com uma paisagem de rocha vulcânica macia, moldada ao longo do tempo pela chuva, pelo vento e por sucessivas gerações que ali encontraram refúgio.
Pelo terreno espalham-se cavernas, igrejas e uma vasta rede de túneis subterrâneos com origem nas épocas Bizantina e Islâmica, ainda hoje abertos a visitas. Ainda assim, a imagem mais marcante da Capadócia nos dias de hoje são os balões de ar quente que, diariamente (quando a meteorologia o permite), sobem aos céus ao nascer do sol.
Entre os 160 a 190 balões que vimos desenhar o horizonte durante este espectáculo, havia um em particular reservado para nós: o balão comemorativo dos 50 anos do Volkswagen Golf.
Volkswagen Golf: oito gerações ao volante
Feito o enquadramento - e deixando o turismo por agora em segundo plano - as atenções voltaram-se para o protagonista: o Volkswagen Golf. Tive a oportunidade de conduzir as oito gerações do modelo, todas num estado irrepreensível. E o padrão é claro: com o passar do tempo, o Golf torna-se maior, mais sólido e mais tecnológico - embora também menos sensorial.
Nos clássicos, a ligação é mais crua e directa
Ao pegar num Golf clássico, sente-se de imediato uma viagem no tempo. O som grave do motor, a forma como o automóvel transmite vibrações ao volante e a reacção quando carregamos no acelerador fazem esquecer a potência modesta. Sem apoios electrónicos, a relação entre condutor e máquina chega com muito menos filtros.
Há ainda um lado assumidamente nostálgico: o aroma adocicado dos materiais no interior e o tecido aveludado dos bancos são suficientes para nos levar às deslocações de infância, nos carros dos nossos avós.
Modernidade: conforto, segurança e facilidade de utilização
Nas gerações mais recentes (com excepção das variantes mais desportivas), quase toda essa experiência foi trocada pelo conforto e pela segurança esperados num automóvel do século XXI. A transformação do modelo em apenas 50 anos é, sem exagero, impressionante - e trocar de geração em poucos minutos torna essa evolução ainda mais evidente.
Do maior isolamento do habitáculo à simplicidade com que se manobra, passando por todo o conjunto de tecnologias que o tornam muito mais seguro e prático do que os antecessores mais antigos, percebe-se porque é que, para muitos, o Golf mais recente é a escolha mais acertada para o dia-a-dia.
Já os clássicos ficam para ocasiões especiais, em que o prazer de condução é, por si só, parte essencial da viagem.
Em Portugal, o Golf continua a ser referência
Na Capadócia ou em Portugal, há algo que se mantém: o Volkswagen Golf, mesmo aos 50 anos, continua a ser uma referência no segmento dos familiares compactos. A oitava geração, actualizada este ano, já se encontra disponível no nosso país.
Um teste inédito: balão de ar quente com quase 250 anos
Depois dos automóveis, não fazia sentido partir sem experimentar um meio de transporte com quase 250 anos: o balão de ar quente.
Seguimos para a zona de lançamento, novamente sob o manto escuro da noite, para assistir ao nascer do sol - desta vez a mais de 900 metros de altitude. Não é uma actividade indicada para quem sofre de vertigens, mas para quem não deixa que o medo dite as regras, trata-se de uma experiência verdadeiramente única.
Suspensos num pequeno cesto a centenas de metros do chão e guiados por uma das leis mais simples da física, o que mais surpreende é a tranquilidade: o silêncio e a serenidade durante o percurso. Com uma vista tão alta e sem qualquer barreira entre nós e a paisagem arrebatadora à volta, este foi um ensaio inédito na Razão Automóvel. Este, leva nota máxima.
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