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Volkswagen em 2026: T-Roc, ID. Polo, ID. Cross, ID.3, ID.4 e Golf R350

Automóvel VW R350 azul metálico em exposição num salão automóvel, com iluminação destacada.

Durante 21 anos seguidos, a Volkswagen tem sido a marca mais vendida na Europa - e tudo indica que, este ano, o desfecho voltará a ser semelhante. É um resultado que se entende por vários motivos: uma gama sólida, a continuidade de geração para geração, o peso em mercados decisivos (liderar no mercado doméstico, que também é o maior da Europa, faz diferença) e, ainda, a forte lealdade dos clientes.

Com a eletrificação, surgiram desafios novos. Os primeiros avanços da Volkswagen nem sempre foram os mais felizes e, em alguns casos, a resposta do mercado ficou aquém do esperado. Ainda assim, em 2026, a marca alemã prepara uma vaga de lançamentos particularmente relevante neste capítulo. As expectativas são elevadas e podem pesar no rumo futuro da marca que mais vende no mercado europeu.

Apesar de a nova família de elétricos mais acessíveis ser a grande protagonista do ano, há um modelo com motor de combustão encarregado de assegurar previsibilidade num período instável: o Volkswagen T-Roc.

O SUV feito em Palmela tem sido, nos últimos anos, o Volkswagen mais vendido da Europa - ultrapassando o Golf -, pelo que a segunda geração, já disponível no mercado, chega com a pressão de manter esse estatuto. Os preços arrancam nos 33 594 euros.

Já o conduzimos, e o papel do T-Roc dentro da Volkswagen também se percebe noutro ponto: foi o modelo escolhido para estrear a primeira motorização híbrida completa da marca. Mas só em 2027.

Os elétricos que não podem falhar

Se o T-Roc garante escala e alguma tranquilidade à Volkswagen, os futuros ID. Polo e ID. Cross têm de demonstrar, na prática, que a estratégia elétrica da marca faz sentido. Mais do que aumentar a presença da Volkswagen no universo 100% elétrico, têm uma missão direta: democratizar o acesso à mobilidade elétrica.

Para o novo ID. Polo, a marca aponta autonomias até 450 km e preços a partir de cerca de 25 mil euros, alinhados com os do Polo a combustão. A apresentação está para breve, mas já tivemos um primeiro contacto que deixou bons sinais:

Já mais perto do final do ano, será lançado o ID. Cross, o equivalente elétrico do T-Cross a combustão. Tal como o ID. Polo, recorre à nova plataforma MEB Plus e promete autonomias até 436 km, embora com valores mais altos. A versão de entrada deverá posicionar-se abaixo dos 30 mil euros.

Também já o pudemos conduzir. Fique a conhecer as nossas primeiras impressões:

Volkswagen ID.3 e ID.4 com mudanças substanciais

Em 2026, nem tudo será estreia absoluta. Modelos como o ID.3 e o ID.4 - os primeiros elétricos da nova geração da Volkswagen - vão receber uma segunda atualização, descrita como bem mais profunda do que a primeira.

No caso do ID.4, com chegada prevista para perto do final de 2026, a intervenção deverá ser tão extensa que, segundo Thomas Schäfer, diretor-executivo da Volkswagen, poderia ser entendida como uma nova geração. Até o nome poderá mudar, de ID.4 para ID. Tiguan, como forma de reforçar a familiaridade e capitalizar o sucesso do Tiguan.

Para lá de um exterior com alterações significativas, as evoluções mais esperadas deverão incidir precisamente nas áreas que reuniram mais críticas: tecnologia, qualidade percecionada e eficiência - fique a saber mais detalhes.

Antes disso, será a vez do ID.3, com revelação marcada para meados deste mês de abril. A Volkswagen já o mostrou em vários esboços e avançou também com uma nova designação: ID.3 Neo. As especificações finais continuam por confirmar, mas a marca já deu pistas sobre o que aí vem:

O melhor fica para o fim

Como se costuma dizer, «o melhor fica para o fim». No meio de uma ofensiva onde a eletrificação domina, a Volkswagen ainda reservou espaço para um modelo que fala diretamente ao coração dos entusiastas: o Golf R350 (nome ainda por confirmar).

A promessa é a de uma leitura mais radical do compacto alemão, com a maior surpresa a poder estar no motor. Por agora, são apenas rumores, mas tudo aponta para a possibilidade de vir a usar o mesmo motor do Audi RS 3: o emblemático cinco cilindros em linha de 2,5 litros com turbocompressor (EA855), que se despede este ano.

Não seria a primeira vez que este cinco cilindros da Audi acabaria num modelo de outra marca do grupo: a CUPRA já apresentou a segunda série do Formentor VZ5 com este motor. Se se confirmar, poderá dar origem ao Golf de produção mais potente de sempre.

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