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Andreia Nunes L'Or torna-se a primeira portuguesa a controlar a SAD do Alcochetense

Mulher com blazer verde em campo de futebol, segurando tablet e com pé numa bola junto a banco com computador e chuteiras.

Andreia Nunes L'Or, antiga jogadora federada, ganhou atenção pública pelo relacionamento com Ivan Cavaleiro, ex-jogador do Benfica, e é hoje a figura que detém o controlo da SAD do Alcochetense.

Com 31 anos, tornou-se a primeira portuguesa a ficar com a maioria do capital de uma SAD em Portugal, depois de assumir a gestão do Alcochetense, emblema da margem sul que disputa o Campeonato de Portugal. Esta aposta assinala a entrada da empresária no futebol profissional.

Da jogadora federada ao regresso ao futebol por via da SAD

A sua ligação ao futebol começou cedo, ainda na adolescência. Competiu como atleta federada, alinhou como média defensiva e chegou a integrar a seleção distrital de Setúbal. No percurso desportivo, representou clubes como o Quintajense e o Palmense e chegou também a treinar no Belenenses.

Acabaria por interromper a carreira ainda jovem, ao concluir que não conseguia equilibrar o futebol com a estabilidade profissional que procurava noutras áreas.

Vida pessoal, mediatismo e família

A dimensão pessoal teve igualmente grande projeção mediática, sobretudo por causa do namoro com o futebolista Ivan Cavaleiro, na altura jogador do Benfica. A relação manteve-se até 2020. Esse período ficou ainda marcado por perdas gestacionais antes do nascimento do primeiro filho, Jaden, em 2017 - uma vivência que a própria descreveu como determinante na sua vida.

Mais tarde, voltou a encontrar o amor ao lado do empresário neerlandês Django L'Or, com quem casou em 2024 e voltou a ser mãe. À família, para além de Jaden, juntaram-se duas meninas, Lara e Caetana. No início deste mês, Django assinalou publicamente mais um ano de vida em comum, através de uma mensagem nas redes sociais em que destacou o caminho partilhado e o vínculo familiar.

Percurso empresarial antes do investimento no futebol

Antes de regressar ao futebol pela via do investimento, Andreia desenvolveu um trajeto ligado ao empreendedorismo. Iniciou-se no design de bolos e, mais tarde, lançou a marca Januca, no setor da moda, que ganhou notoriedade durante a pandemia graças às redes sociais e à exposição mediática.

Entre a vida familiar e os negócios, foi consolidando uma imagem pública associada ao empreendedorismo e à comunicação digital.

Poder no feminino

Essa visibilidade assume também um lugar determinante no projeto do Alcochetense. Andreia aposta num modelo de proximidade, em que a relação com o clube se constrói dentro e fora do campo, com as redes sociais a funcionarem como ponte entre adeptos e comunidade.

Plano para o Alcochetense: modernização, infraestruturas e tecnologia

No plano desportivo e estrutural, a estratégia junta ambição e modernização. Estão previstas intervenções nas infraestruturas - do relvado às bancadas e aos espaços de apoio - num investimento pensado para elevar as condições do clube.

Em paralelo, a tecnologia entra como aliada, com recurso a análise de dados e a ferramentas de monitorização do rendimento desportivo.

O objetivo é claro: transformar o Alcochetense numa referência no distrito de Setúbal e lutar pela subida à Liga 3.

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