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Primeiro contacto ao Geely E5: já o conduzimos em Portugal

Carro elétrico branco Geely E5 estacionado em interior com estação de carregamento ao lado.

Revelada ao público português no ECAR Show 2026, a Geely estreia-se em Portugal com duas apostas: o Starray EM-i híbrido de carregamento externo e o novo Geely E5, que assume o estatuto de «ponta de lança» da marca chinesa no segmento dos SUV 100% elétricos.

Segundo a marca, a meta numa primeira fase é medir forças com os atuais modelos chineses mais vendidos, mas o plano é bem mais ambicioso: tornar-se uma referência entre as generalistas e garantir um lugar no Top 3 dos eletrificados em Portugal.

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É neste enquadramento que aparece o Geely E5. Inserido no concorrido segmento C-SUV, enfrenta diretamente alternativas como o BYD Atto 3, o Leapmotor B10 ou o Hyundai Kauai Electric.

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Geely E5 visto de traseira a 3/4

© Razão Automóvel

Geely E5 pensado para as famílias

Com cinco estrelas alcançadas nos testes Euro NCAP, o E5 apresenta a segurança e a habitabilidade como dois dos seus principais trunfos. A segunda ficou evidente num contacto inicial, muito curto, com o modelo durante o ECAR Show 2026 - evento em que a Razão Automóvel voltou a ser parceira mediática oficial.

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A bagageira disponibiliza 461 litros e o espaço a bordo, à frente e atrás, é generoso. No habitáculo, a fórmula segue a linha que já se tornou comum em vários elétricos chineses: ambiente depurado, poucos comandos físicos e uma aposta clara nas funções digitais.

A maioria dos controlos está reunida no ecrã central de 15,4’’, ainda assim com alguns botões físicos mantidos pela Geely - uma escolha que ajuda a ergonomia e torna o uso mais simples. Já o painel de instrumentos de 10,2’’ revela-se fácil de ler e com informação bem organizada.

Galeria (3 imagens)

Geely E5 tabliê

No interior do E5 repete-se a linguagem visual que a marca já aplicou noutros modelos chineses. © Razão Automóvel

Geely E5 bancos traseiros

O espaço na segunda fila é amplo, embora o encosto dos bancos esteja demasiado reclinado. © Razão Automóvel

Geely E5 bagageira

A bagageira tem 461 litros. Sob o piso existe ainda um compartimento para arrumar, por exemplo, os cabos de carregamento. © Razão Automóvel

No que toca à montagem, o empedrado de Lisboa foi o primeiro desafio para perceber a solidez do conjunto - e o E5 respondeu bem, sem ruídos parasitas que denunciassem fragilidades. A sensação de qualidade ganha pontos com os revestimentos em pele sintética, de toque macio.

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Um motor, uma bateria

Assente na plataforma Global Intelligent New Energy Architecture (GEA), o Geely E5 utiliza um motor elétrico com 160 kW (218 cv) e 320 Nm de binário, transmitidos apenas às rodas dianteiras.

Motor do Geely E5

© Razão Automóvel - Debaixo do capô «mora» o motor elétrico.

A energia vem de uma bateria LFP de 60,22 kWh, com autonomia anunciada até 430 km no ciclo WLTP. Em carregamento rápido DC admite potências até 120 kW; em corrente alternada (AC) chega aos 11 kW, o que permite uma carga total em cerca de seis horas.

O E5 traz ainda tecnologia V2L (veículo-para-carga), para alimentar equipamentos externos, e função V2V (veículo-para-veículo), com a possibilidade de fornecer energia a outro elétrico compatível.

Ao volante

Mesmo sendo um contacto curto, bastou para perceber a prioridade da Geely no E5: o conforto.

A condução é marcada pela suavidade e pelo requinte típicos de um elétrico, embora exista um pequeno intervalo entre a pressão no acelerador e a resposta do motor - algo que se nota nos modos Eco, Conforto e Desporto. Em vez de privilegiar uma reação instantânea, como acontece em alguns concorrentes, o E5 aposta numa entrega mais gradual e macia.

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O maior destaque vai para o trabalho da suspensão. O nível de conforto é sólido, com boa capacidade para filtrar irregularidades, mas também com competência para conter os movimentos da carroçaria - um compromisso que nem sempre é tão bem conseguido em alguns rivais do mesmo país.

Já a direção convence menos: é muito assistida e bastante filtrada, transmitindo pouca informação. Também a gestão da travagem regenerativa, apesar de oferecer vários níveis, perde pontos por obrigar a entrar nos menus do ecrã central para ajustar a intensidade - umas patilhas no volante seriam úteis.

Geely E5 visto de lado

© Razão Automóvel

Por sua vez, os sistemas de assistência à condução revelam-se algo intrusivos, embora várias dessas funções possam ser personalizadas de forma rápida.

Quanto custa?

Este primeiro contacto foi curto demais para um veredito definitivo - esperamos, em breve, ter oportunidade para um ensaio mais longo -, mas o balanço inicial foi positivo.

O Geely E5 já está à venda em Portugal nas versões Pro e Max. A versão Pro começa nos 40 280 euros e inclui de série Apple CarPlay e Android Auto sem fios, atualizações remotas, faróis LED, câmara panorâmica de 360º e bancos dianteiros aquecidos.

Vídeo (Spotify)

A versão Max, disponível a partir de 42 980 euros, soma argumentos como visor de projeção no para-brisas de 13,8’’, teto panorâmico, bancos dianteiros ventilados, sistema de som com 16 colunas, iluminação ambiente e porta da bagageira com acionamento elétrico.


Quiz

Sabe responder?

Qual é a potência da versão base do Suzuki eVitara?

  • 106 kW (144 cv)
  • 128 kW (174 cv)
  • 130 kW (184 cv)

Resposta errada:

Ups, não acertou!

Pode encontrar a resposta aqui:

Primeiro elétrico da Suzuki não vai ter vida fácil por um motivo

Resposta certa:

Parabéns, acertou!

Vai para a próxima pergunta

ou leia o artigo sobre este tema:

Primeiro elétrico da Suzuki não vai ter vida fácil por um motivo


Autor

João Delfim Tomé

Apaixonado por automóveis desde sempre, o João reparte os dias entre o teclado da Razão Automóvel e a chave de parafusos do Lada Niva que está a restaurar.

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