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Renault Clio 6: a revolução do híbrido 160 cv e do OpenR Link

Carro azul Renault Novo Clio exposto num salão com pessoas ao fundo e luz suave do pôr do sol.

A estrela da Renault está prestes a reinventar-se. Nesta sexta geração, a Clio apresenta uma mudança profunda de identidade. Entre o novo motor híbrido de 160 cv e as tecnologias a bordo, veja porque é que a citadina preferida dos franceses assume agora um risco como nunca.

Ícone entre os ícones, a Renault Clio decide virar a página. Face ao modelo anterior, a sexta geração da citadina do Losango muda praticamente tudo e volta a elevar a fasquia. Escusado será dizer que a Renault tem muito em jogo ao substituir um dos automóveis mais vendidos da Europa. Consumo, conforto, equipamento… eis o que esperamos antes do nosso ensaio completo à nova Renault Clio.

Design: porque é que a Clio 6 rompe com o passado?

Já a tinha visto ao longe, mas nunca a observei de verdade de perto. Nas redes sociais, pelo menos, a discussão está ao rubro. Há quem diga que a nova Renault Clio já não parece uma Clio… E percebe-se porquê: a Clio de quarta e quinta geração eram muito próximas entre si, e essa continuidade foi quebrada neste sexto capítulo. Ainda assim, sejamos justos: as três primeiras Clio também não partilhavam grande coisa no desenho. Por isso, não vale a pena dramatizar.

A mudança pode ser um sopro de ar fresco - e resta saber se esta geração vai “pegar” na rua. Já no interior, ficámos com uma sensação menos entusiasmante. O desenho é mais consensual e o ambiente é bastante escuro. Pior: há a impressão de que a qualidade de montagem recuou. Esperemos que seja apenas uma primeira leitura apressada e que a apresentação esteja ao nível da sua antecessora.

Híbrido 160 cv: a Renault consegue mesmo cumprir os 3,9 l/100 km?

A nova Renault Clio mantém uma variante híbrida. No entanto, ao contrário do modelo anterior, esta solução foi revista com um motor térmico mais forte (1,8 l de 109 cv em vez do antigo 1,6 l de 91 cv). Com isso, a potência combinada sobe de 145 para 160 cv. Ainda assim, a Renault anuncia um consumo mais baixo, fixado em 3,9 l/100 km no ciclo WLTP. Estamos curiosos para colocar este número à prova no mundo real.

O tema torna-se ainda mais interessante porque a bateria cresce ligeiramente, o que deve ajudar a autonomia em modo elétrico (1,4 kWh contra 1,2 kWh na Clio anterior). Em teoria, isso poderá melhorar a eficiência - pelo menos a ritmos moderados. Vamos testar as promessas em modo Eco num percurso longo, maioritariamente extraurbano, com troços limitados a 70, 80 e 90 km/h.

Conforto e polivalência: a nova Clio consegue continuar rainha da estrada?

Ela tem ar de “carro grande”, não tem? A nova Renault Clio entra numa fase de verdadeiro crescimento, ao esticar-se agora até 4,12 m, tornando-se a maior do segmento. Nessa lógica, é de esperar uma habitabilidade de referência - precisamente onde a anterior não brilhava. Quanto à bagageira, o Losango anuncia 301 litros na híbrida e 391 litros na a gasolina. Um valor alinhado com o que já existia na Clio precedente.

É também em andamento que a queremos ver. A francesa sempre exibiu uma competência em estrada que parecia de um segmento acima, com um equilíbrio muito bem conseguido entre conforto e dinamismo. Será que a mais recente consegue repetir a receita? Vamos confirmá-lo em cidade e em estrada, mas também em autoestrada, onde o isolamento acústico terá de estar à altura.

OpenR Link: porque é que o ecrã Google vai deixar a concorrência para trás

Adeus Easy Link: na nova Renault Clio, passa a mandar a excelente interface OpenR Link de 10 polegadas, já estreada na Mégane elétrica. Este sistema, baseado em Android Automotive, destaca-se pela fluidez e pela rapidez de resposta. Além disso, traz Google Maps e Waze integrados, dispensando a ligação do smartphone. A cereja no topo do bolo é uma loja com a possibilidade de descarregar cerca de uma centena de aplicações.

Em suma, tal como a R5, tudo indica que a nova Clio será a melhor equipada da categoria neste capítulo. No resto, a dotação promete ser mais rica do que na geração anterior. No topo, na versão Esprit Alpine, a citadina inclui de série condução semi-autónoma, ajuda ao estacionamento à frente, atrás e lateral, câmara de marcha-atrás, jantes de 18 polegadas… um pacote generoso, mas que se paga caro: 27 600 € a gasolina e 29 300 € na híbrida. Valores elevados, mas próximos dos praticados por Peugeot 208 e Toyota Yaris - e nem sempre com mais para oferecer.

Encontramo-nos este domingo às 11h para conhecerem a nossa opinião completa sobre a nova Renault Clio híbrida!

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