Os automóveis estão longe de ser todos iguais - e os gostos da nossa equipa também. Entre os mais de 120 modelos que pusemos à prova em 2024, alguns continuam a aparecer nas conversas, nas partilhas e nas memórias do ano que ficou para trás.
Lançámos uma pergunta muito direta a todos: que carros foram esses? Como era de prever, a simplicidade da pergunta não se refletiu na resposta.
Falamos dos modelos de que mais gostámos ou daqueles que mais nos surpreenderam? No fim, a seleção acabou por ter um pouco de tudo. O mais complicado foi ficar apenas por três automóveis (houve quem decidisse contornar as regras…) e também houve quem se inspirasse demasiado no colega. Sim, Miguel, estamos a falar de ti…
André Mendes
A minha escolha foi como o meu 2024: variada. Dois alemães com estatuto e um chinês a tentar conquistar espaço na Europa. Começo pelo Mercedes-Benz CLE Coupé - a marca alemã acertou em cheio na receita deste modelo novo. Neste segmento, ninguém faz coupés como a Mercedes-Benz.
Do luxo passo para algo bem mais prático (e mais acessível): tenho mesmo de sublinhar o Leapmotor T03. É competente, tem bom espaço e o único senão é não apostar num design mais inspirado.
Para fechar, o Mercedes-Benz Classe G580 100% elétrico. Eu sei… é elétrico, mas continua a ser um G-Wagon a sério. O Guilherme explicou isso muito bem nesse vídeo.
Diogo Teixeira
O André escolheu o Mercedes-Benz Classe G? Eu também. Ninguém disse que não se podiam repetir modelos - e este é daqueles que agrada praticamente a toda a gente. Não é por acaso que o “G” já soma 40 anos de história.
Na minha lista há ainda outro verdadeiro «puro e duro»: o Toyota Land Cruiser. Qual é que prefiro? Depende do destino.
E, para terminar, o novo Toyota GR Yaris, que conduzi na neve com a direção trancada e a espreitar pela janela lateral. Só agora é que percebi que passei os últimos 12 meses fora de estrada…
Fernando Gomes
Queria ter incluído o Mazda MX-5, mas… ia soar a repetição. Há uma década que é um dos meus modelos de eleição.
Posto de lado esse «cromo do passado», avanço para um «cromo do futuro»: a Toyota Hilux a hidrogénio. Não é todos os dias que se conduz um protótipo que vale milhões de euros, e a surpresa apareceu na forma como se conduz - uma experiência que não podia ser mais diferente das Hilux a gasóleo.
Ainda no universo japonês, o Toyota GR Yaris - foi preciso esperar pela atualização para finalmente conduzir um, e é exatamente tudo o que prometia. E, para ninguém dizer que só gosto de desportivos leves e compactos, fica a escolha seguinte: Volkswagen ID Buzz de 7 lugares. Para mim, é o melhor elétrico atual da marca alemã.
Guilherme Costa
Testei mais de seis dezenas de carros e pedem-me para escolher três?! Quem é que definiu estas regras? Ok… fui eu.
Em primeiro lugar, destaco o Porsche 718 Spyder RS por razões que não cabem num texto: aumentem o volume. Em segundo, fica o carro que está na minha garagem: o Volvo EX30.
Para o fim deixo um modelo que, durante grande parte do tempo, conduzi sem as mãos no volante: o Ford Mustang Mach-E com Blue Cruise. Até agora, a Ford foi a única marca a convencer as entidades europeias de que o seu sistema de condução autónoma de Nível 2 é seguro. Será o primeiro de muitos? Veremos este ano…
Joaquim Oliveira
Vou tentar não me deixar levar pela emoção dos modelos mais exclusivos e apontar alguns que me surpreenderam pela forma como encaixam num determinado mercado.
Em primeiro lugar, o novo Renault 5. Para quem acha que os 100% elétricos são aborrecidos, recomendo 10 minutos ao volante deste pequeno francês. Um nível acima, escolho o Skoda Elroq. A marca checa tem aqui um caso sério, graças a um conjunto muito forte de atributos: qualidade, espaço e preços competitivos.
Por fim, o Audi A5. É a síntese daquilo que esperamos da marca: um interior moderno, funcional e com muita qualidade. O design finalmente avançou, e a dinâmica de condução também.
Mariana Teles
Por momentos achei que iam deixar a estagiária para o fim. Depois percebi que a lista está por ordem alfabética. Além disso, já terminei o estágio, portanto em 2025 exijo as chaves de um Ferrari.
Vou escolher três carros que gostava de ter daqui a uns anos, quando começar a constituir família. O Volkswagen Passat, porque até um estagiário percebe por que razão este modelo vende tanto há tantos anos.
O Dacia Duster, porque é bom e barato - com especial ênfase no bom. E, além disso, tem um design muito convincente; num mundo complexo, gostei da simplicidade.
E termino com o Hyundai Santa Fe: nunca pensei que um SUV tão grande pudesse ser tão interessante de conduzir.
Miguel Dias
Se estavam à procura de quem fez batota, fui eu. Vou apontar três modelos: o Renault 5, o Skoda Elroq e o Audi A5. Eu sei: a minha lista é exatamente igual à do Joaquim Oliveira. Grandes mentes pensam da mesma forma, dizem…
Por isso, acho que mereço direito a um extra. Destaco o Porsche Taycan Turbo GT. Tirem-lhe as rodas e fica um míssil. Aliás… é um míssil mesmo com as rodas no sítio. E, para um míssil, nem é assim tão caro: 250 mil euros.
Já que sou o último da lista, deixo-vos o desejo de um excelente Ano Novo! A estrada continua em 2025.
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