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Preço dos combustíveis sobe a 11 de novembro: gasóleo e gasolina +2,5 cêntimos

Mulher preocupada fala com homem numa bomba de gasolina, segurando recibos num posto ao ar livre.

Na semana passada, os combustíveis deram sinais de alívio, mas a tendência deverá inverter-se já no arranque da próxima semana. A partir de segunda-feira, 11 de novembro, espera-se um novo aumento do preço dos combustíveis.

Aumento previsto do preço dos combustíveis a 11 de novembro

De acordo com informação avançada por fontes ligadas ao setor dos combustíveis, tanto o gasóleo simples como a gasolina simples deverão registar uma subida de 2,5 cêntimos por litro no início da próxima semana.

Se este cenário se confirmar, o preço médio do gasóleo (simples) deverá ficar em 1,582 €/l, enquanto a gasolina (simples 95) sobe para 1,702 €/l.

O que está a pressionar o Brent e o petróleo

O Brent, referência do petróleo para a Europa, acumula esta semana uma valorização de mais de 3%, movimento que parece estar sobretudo associado à eleição de Donald Trump como próximo presidente dos Estados Unidos da América.

Entre os fatores apontados estão as medidas protecionistas anunciadas durante a campanha, nomeadamente a aplicação de tarifas, que podem ter impacto à escala global - desde logo na China, um dos maiores importadores de petróleo a nível mundial. Soma-se ainda a intenção de Trump de avançar com sanções mais severas ao Irão e à Venezuela, ambos países produtores.

A este contexto junta-se também a decisão de ontem, 7 de novembro, da Reserva Federal dos EUA, que reduziu as taxas de juro em 0,25 pontos base (para entre 4,5%-4,75%) com o objetivo de estimular o crescimento económico e, por arrastamento, o consumo.

Como são calculados os valores médios (DGEG)

Como é habitual, a base utilizada para apurar o preço dos combustíveis assenta nos valores publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os dados relativos a ontem, quinta-feira, 7 de novembro.

Importa notar que os números divulgados pela DGEG já contemplam os descontos praticados pelas gasolineiras e também as medidas do Governo atualmente em vigor. Ainda assim, estes valores não correspondem ao que encontrará diretamente nos postos, uma vez que são apenas médias indicativas.

Além disso, cada revendedor mantém a liberdade de definir o preço que entende mais adequado à sua estratégia comercial.

Medidas do Governo: ISP e taxa de carbono

As medidas extraordinárias de apoio aos combustíveis continuam em vigor, embora venham a ser reduzidas de forma gradual.

A descida dos chamados «descontos fiscais» deverá prosseguir, algo reiterado na proposta do Orçamento do Estado para 2025. Para 2025, o Governo propõe o “fim da isenção de ISP sobre os biocombustíveis avançados e o descongelamento progressivo da taxa de carbono”.

A atualização faseada da taxa de carbono é, neste momento, a componente com maior impacto na evolução do preço dos combustíveis. Recorde-se que esta já foi atualizada por três vezes desde 26 de agosto - a mais recente em setembro. Atualmente, a taxa de carbono está fixada em 81 €/t de CO2, nos termos da Portaria n.º 210-A/2024/1. Ainda assim, permanece abaixo de 83,524 €/t, valor que estava previsto para este ano caso o congelamento não tivesse ocorrido.

Segundo a mesma fonte, o impacto acumulado da atualização da taxa de carbono no preço dos combustíveis totaliza 7,5 cêntimos por litro no gasóleo e 6,9 cêntimos na gasolina (fonte: Eco).

O «desconto» do ISP mantém-se em 15,1 cêntimos por litro no gasóleo e 16,3 cêntimos por litro na gasolina. No entanto, o somatório global de apoios deverá ser, previsivelmente, inferior, totalizando 17,6 cêntimos por litro de gasóleo e 19,2 cêntimos por litro de gasolina.

Fonte: Eco

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