Resultados financeiros da Stellantis no primeiro trimestre de 2026
Depois de ter registado, no ano passado, prejuízos anuais pela primeira vez, a Stellantis conseguiu inverter a tendência e regressou aos resultados positivos no primeiro trimestre de 2026.
Nos primeiros três meses deste ano, o grupo reportou um lucro líquido 377 milhões de euros, em contraste com o prejuízo líquido de 387 milhões de euros verificado no primeiro trimestre do ano passado. As receitas líquidas também avançaram 6% em termos homólogos, fixando-se em 38,1 mil milhões de euros.
Margem operacional em melhoria
Em linha com estes indicadores, a margem operacional do grupo subiu de 0,9% no período homólogo para 2,5% no primeiro trimestre deste ano.
Crescimento em quase todos os mercados
Mesmo num enquadramento global que continua exigente, a Stellantis apresentou evolução favorável na maioria das regiões onde está presente.
Na América do Norte (EUA, Canadá e México), as vendas aumentaram 6% face ao primeiro trimestre de 2025, com a Stellantis a ir contra a dinâmica de recuo do setor que, nos EUA, desceu 6%.
O avanço mais expressivo aconteceu no México (+19%), seguindo-se o Canadá (+15%) e os EUA (+4%). Este resultado foi apoiado pela marca Ram (+20% das vendas) e pela Jeep. A quota de mercado elevou-se para 7,9%.
Na Europa alargada, as vendas cresceram 5% (ou 8% se incluirmos a Leapmotor), com impulso vindo de Itália, Alemanha e Espanha, enquanto a quota de mercado na UE30 chegou a 17,5%.
Na América do Sul, a progressão foi mais contida (+1%), mas a Stellantis preservou a liderança regional com 21,1% da quota de mercado, garantindo igualmente o «primeiro lugar» no Brasil e na Argentina. Já no Médio Oriente e África, as vendas aguentaram-se face à descida do setor (4%), com a quota de mercado a aumentar para 11,5%, sustentada pelo bom desempenho na Argélia e na Turquia.
A exceção surgiu na Ásia-Pacífico, onde as vendas recuaram 4% (2% com a Leapmotor). Ainda assim, a Índia destacou-se com um salto de 71%, impulsionado pela renovação da gama Citroën.
Qual foi o segredo?
Segundo a Stellantis, este resultado assenta numa execução industrial mais eficiente e numa reação forte do mercado aos lançamentos de 2025, que deram ao grupo um portefólio de produtos atualizado e mais competitivo.
Para Antonio Filosa, diretor-executivo da Stellantis, isto representa um sinal tangível do novo rumo do grupo: “Os produtos que lançámos em 2025 foram bem recebidos e estamos confiantes de que os 10 novos veículos planeados para 2026 darão continuidade a este impulso”. Serão divulgados mais pormenores a 21 de maio, no Dia do Investidor.
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