Com 12 marcas no portefólio - começando na Volkswagen, Skoda, SEAT, Audi, Porsche, Lamborghini, Bentley e Bugatti, e incluindo ainda a Ducati, a Scania, a MAN e a Volkswagen Commercial Vehicles - o Grupo Volkswagen afirma-se hoje como um dos maiores conglomerados automóveis do planeta.
Mesmo deixando de fora negócios como a MAN Diesel ou a fabricante de caixas de velocidades Renk AG, o Grupo Volkswagen dispõe de capacidade produtiva instalada para um total de 120 fábricas espalhadas por todo o mundo.
Ainda assim, e sobretudo após o escândalo conhecido como Dieselgate, que abriu um enorme buraco na reputação (e nas finanças) do grupo alemão, a hipótese de “emagrecer” a empresa - saneando-a e libertando-a de potenciais “pesos mortos” - continua em cima da mesa. Com a chegada de um novo CEO, esse cenário volta a ganhar força.
Diess já admitiu
A possibilidade foi, aliás, reconhecida pelo novo líder do Grupo Volkswagen, Herbert Diess, que, na sua primeira conferência já enquanto CEO, assumiu que todas as marcas do grupo vão ser analisadas ao detalhe. E não excluiu que alguns destes activos possam vir a ser alienados, no âmbito de uma reestruturação destinada a manter apenas as insígnias mais robustas.
Apesar dessa abertura, a realidade é que dificilmente o Grupo Volkswagen irá desfazer-se de uma das suas marcas automóveis. Isto, porque todas elas dão, hoje em dia, lucro, incluindo a SEAT, que durante anos foi vista como um caso mais delicado. Sem esquecer a Skoda, que parece uma verdadeira mina de ouro, ou as propostas premium e de luxo que também integram o grupo.
Um problema chamado Ducati
Ainda assim, há marcas que podem ficar mais expostas, como a Ducati - o fabricante italiano de motociclos que, ainda em 2017, esteve perto de sair do grupo alemão por um valor a rondar os 1,45 mil milhões de euros. Esta hipótese poderá regressar às opções consideradas, sobretudo quando Herbert Diess estiver totalmente por dentro dos dossiers - importa lembrar que o novo CEO tomou posse há menos de uma semana.
Volkswagen quer ser menos alemã
A ideia pode soar inesperada, mas, segundo o diretor-geral de Marketing do grupo alemão, Jochen Sengpiehl, “a marca (Volkswagen) não está a atravessar um bom momento, quando comparado com anos anteriores”. Para o responsável, uma das explicações será o facto de “nos termos esforçado no sentido de ser o mais alemães possível”.
“Precisamos de ser mais coloridos, alegres, pois queremos que as pessoas se divirtam com os nossos carros”, afirmou, em declarações reproduzidas pela Bloomberg.
Logótipo também vai mudar
Ao prometer uma empresa mais centrada no consumidor - e um reforço da aposta nos media sociais e na publicidade digital, também para divulgar a tecnologia que permitirá sustentar preços mais elevados - Sengpiehl confirmou que a Volkswagen tenciona revelar um novo logótipo no próximo ano. Segundo o mesmo, será uma evolução do actual, pensada para funcionar melhor em ambientes digitais.
Recorde-se que o logótipo actualmente em uso foi rejuvenescido em 2012, tendo passado a exibir um aspeto mais tridimensional.
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