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Tarifas aduaneiras de Donald Trump de 15% para 25% no sector automóvel europeu têm impacto limitado em Portugal

Carro desportivo elétrico branco exposto em salão automóvel com fundo urbano e duas pessoas ao lado.

Exportações das fábricas Volkswagen Autoeuropa e Stellantis

Embora continue por clarificar a nova ameaça de agravamento das tarifas aduaneiras anunciada por Donald Trump - de 15% para 25% - aplicada ao sector automóvel europeu, tudo indica que a medida não atingirá diretamente a produção automóvel em Portugal. Questionadas pelo Expresso, as duas maiores unidades de fabrico no país - a Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, e a Stellantis, em Mangualde - asseguram que quase todos os veículos produzidos seguem para destinos europeus, com a Alemanha como principal mercado.

Dados da ACAP e exposição ao mercado norte-americano

A mesma leitura é corroborada pela informação recolhida junto da Associação Automóvel de Portugal (ACAP): nos primeiros três meses de 2026, cerca de 98,5% dos veículos montados em Portugal tiveram como destino o exterior, sobretudo a Europa. De acordo com a associação, 92% da produção nacional é absorvida por mercados europeus, “com destaque para a Alemanha, Itália, Turquia e França”.

Possível efeito indireto na indústria de componentes

“Por contraste, o continente americano representa apenas 2,4% das exportações, o que indica que a exposição direta ao mercado norte-americano é limitada”, explica Helder Pedro, secretário-geral da ACAP. Ainda assim, caso as tarifas subam, a indústria nacional de componentes poderá sentir impactos indiretos.

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