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Conselhos de Warren Buffett a Jane Fraser, CEO da Citigroup, para liderar com empatia

Homem e mulher em reunião de negócio, com documentos e canecas sobre a mesa, numa sala iluminada.

Uma visão clara é essencial para manter um clima de trabalho saudável dentro de uma empresa.

Jane Fraser, CEO da Citigroup, está à frente de uma organização com mais de 200 000 colaboradores. Essa responsabilidade exige competências de liderança acima da média - o que não a impede de procurar orientação junto de outras figuras experientes. Entre elas está Warren Buffett, frequentemente apelidado de “oráculo de Omaha” devido ao seu histórico de investimentos bem-sucedidos.

Conselhos de Warren Buffett para gerir conflitos no trabalho

O CEO da Berkshire Hathaway ajudou-a, em particular, a lidar com pessoas de personalidade difícil e com momentos de maior tensão no ambiente profissional. Fraser resume o conselho desta forma:

“Ele disse-me: ‘Poderás sempre chamá-los de idiotas amanhã.’ Portanto, nunca respondas a esse tipo de e-mail no calor da raiva.”

Na perspetiva do líder, quando chega a hora de reconhecer um bom trabalho, faz sentido elogiar alguém de forma explícita. Já no caso das críticas, o mais prudente é dirigi-las ao grupo, evitando apontar o dedo a uma pessoa em específico. Buffett reforçou a ideia com a seguinte observação: “Vais arrepender-te sempre se criticares alguém nominalmente; isso acabará por se virar contra ti.”

A empatia como vantagem competitiva na liderança

Com o tempo, Jane Fraser aplicou estas recomendações à risca e garante que isso lhe foi muito útil mais tarde. Para ela, a empatia tem um valor prático na gestão e pode mesmo diferenciar um líder: “Penso que a empatia é uma vantagem competitiva, porque há demasiadas pessoas que não procuram compreender o ponto de vista do outro.”

Como fazer progredir uma sociedade?

Importa lembrar que o empresário tem vindo, ao longo dos anos, a partilhar lições de gestão e de liderança. Questionado pela estação norte-americana CBS News sobre as melhores formas de fazer uma empresa crescer, explicou: “Determine os seus pontos fortes, depois escolha as pessoas certas e não tenha medo de cometer erros.”

Escolher as pessoas certas sem querer mudá-las

Segundo o multimilionário, o essencial é tentar identificar, entre quem surge no seu caminho, pessoas inteligentes, íntegras e cheias de energia. Numa declaração à Fortune em 2014, sintetizou assim o princípio: “Casar com alguém para o mudar é uma loucura, e contratar alguém para o mudar é igualmente uma loucura. E associar-se a ele para o mudar é uma loucura.”

O exemplo Charlie Munger na Berkshire Hathaway

Um exemplo citado pela imprensa económica ajuda a tornar esta lógica mais concreta. Charlie Munger foi o braço direito de Warren Buffett desde 1978 até à sua morte, em 2023. As decisões tomadas em conjunto foram determinantes para a Berkshire Hathaway, e o próprio Buffett nunca lamentou ter depositado confiança nele: “Sempre que estou com o Charlie, tenho pelo menos uma nova abordagem a uma ideia que me leva a repensar algumas coisas. A nossa parceria tem sido tão enriquecedora ao longo dos anos.” Mais informações sobre isto no nosso artigo anterior aqui.

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