O ministro da Defesa disse esta terça-feira que o Governo português ainda está a avaliar se deve aumentar os efetivos militares da missão naval da União Europeia no Mar Vermelho e se deverá contribuir com meios para uma eventual iniciativa franco-britânica no estreito de Ormuz.
Participação de Portugal nas missões navais da UE
À margem de uma reunião dos ministros da Defesa da União Europeia (UE), em Bruxelas, Nuno Melo explicou aos jornalistas que as Forças Armadas portuguesas já integram as missões navais Atalanta, no Oceano Índico, e Aspides, no Mar Vermelho.
Sublinhou que Portugal tem atualmente militares colocados no quartel-general e que a hipótese em cima da mesa passa por ponderar, a qualquer altura, um possível reforço do contributo que o país já assegura no quadro da UE. "Portugal tem, neste momento, militares no quartel-general e, portanto, aquilo que poderá ser ponderado em qualquer momento é, eventualmente, um reforço da participação que Portugal já tem no âmbito da União Europeia. Mas é uma questão que, neste momento, não está ainda decidida", afirmou.
Debate sobre o estreito de Ormuz e o mandato da missão Aspides
Confrontado com a posição de Portugal sobre a extensão do mandato da missão Aspides ao estreito de Ormuz - um dos temas hoje em discussão entre os ministros da Defesa da UE -, Nuno Melo indicou que, do ponto de vista português, não se trata "de um alargamento do mandato".
O que pode estar em causa, precisou, é "um alargamento, eventualmente, da participação de Portugal, se for caso disso. É uma decisão que o Governo ainda não tomou, mas essa ponderação terá de ser feita a cada momento, tendo em conta também as circunstâncias", frisou.
Perante a insistência dos jornalistas sobre a forma como Portugal votaria caso hoje fosse necessário decidir o alargamento da missão Aspides ao estreito de Ormuz, o ministro limitou-se a responder que "Portugal terá uma palavra a dizer no momento em que o Governo assim decida que o fará".
Acrescentou ainda: "Não tendo eu um mandato estrito agora, não lhe posso adiantar", referiu.
Reunião franco-britânica e eventual contributo português no estreito de Ormuz
No mesmo dia em que França e Reino Unido promovem uma reunião de ministros da Defesa com o objectivo de discutir e dinamizar uma missão multinacional no estreito de Ormuz - encontro em que Portugal estará representado pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, por videoconferência -, Nuno Melo foi também questionado sobre a possibilidade de o Governo vir a empenhar meios navais nessa operação.
O ministro respondeu que "é uma questão a considerar num momento próprio, depois de tidas todas as reuniões, depois de obtidos todos os dados".
Reforçou que, por agora, não é tempo de tomar uma decisão: "Não é o caso neste momento. Enquanto falamos, o tempo é de escutar. Mais adiante, teremos o tempo de decidir", disse, voltando a sublinhar que Portugal se pronunciará sobre o tema "no momento certo, quando tiver todos os dados em cima da mesa".
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