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Ducati Superquadro Mono: novo motor monocilíndrico com potência recorde

Homem ajusta motor de mota sobre bancada numa oficina com mota desportiva vermelha ao fundo.

Enquanto no sector automóvel o noticiário gira quase todo em torno da eletrificação, nas duas rodas os motores de combustão interna continuam a dominar, praticamente sem concorrência.

É neste contexto que, este mês, surgiu mais uma peça de engenharia a chamar a atenção: o novo motor Superquadro Mono da Ducati. É monocilíndrico e estabelece um novo máximo de potência.

Superquadro Mono da Ducati: arquitetura e desempenho

De forma simples - e assumindo alguma simplificação - este motor pode ser visto como uma versão «dividida ao meio» do que já conhecemos na Ducati 1299 Panigale. A base é um bicilíndrico que, na sua configuração original, entrega 205 cv e que, neste caso, ficou sem um dos cilindros.

O que daí resulta é um novo monocilíndrico, batizado de Superquadro Mono por causa da sua arquitetura, com 659 cm3 e uma potência máxima de 77 cv quando equipado com o escape de série. Já com o escape de competição, a potência sobe para uns ainda mais impressionantes 85 cv.

De acordo com a Ducati - marca que desde 2012 pertence à Audi AG - trata-se do motor de combustão mais potente do mundo dentro da sua categoria. E não é só a potência que se destaca: o regime máximo também chama a atenção, já que este motor consegue subir até às 10 250 rpm.

Distribuição desmodrómica

Num motor com apenas um cilindro e mais de 0,6 l, a capacidade para atingir rotações elevadas é, por si só, notável. Uma parte importante desse desempenho vem do sistema de distribuição desmodrómico, uma solução tecnológica habitual nos motores da marca italiana.

Em termos práticos, num motor desmodrómico não encontramos o típico conjunto de válvulas comandadas por molas. Em vez disso, existe um mecanismo que controla de forma mais precisa os momentos de abertura e de fecho das válvulas, tanto na admissão como no escape.

A principal vantagem é reduzir o risco de flutuação das válvulas em rotações mais altas, o que ajuda a manter a estabilidade mecânica e a permitir regimes superiores.

Intervalos de manutenção e possível estreia em novos modelos

No que toca a manutenção e fiabilidade, a Ducati aponta para mudanças de óleo a cada 15 mil quilómetros e para reajuste das válvulas a cada 30 mil quilómetros.

A marca italiana ainda não revelou qual será o modelo encarregue de estrear este motor, mas é provável que venha a surgir uma nova família de Ducati equipada exclusivamente com este bloco, em configurações de estilo pista, supermotard e naked.

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