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Mais protótipos e novidades do Salão de Tóquio (Japan Mobility Show)

Carro elétrico desportivo branco numa exposição, ladeado por dois postos de carregamento digital, com cidade ao fundo.

A edição deste ano do Salão de Tóquio trouxe de volta um pouco do espírito dos anos dourados - tanto do próprio certame japonês como, de forma mais geral, dos salões automóveis.

No fim de contas, assistimos a uma verdadeira «enxurrada» de estreias e, fiel à tradição, muitas delas surgiram sob a forma de protótipos: alguns com um ar claramente futurista, outros muito próximos de modelos de produção, apenas camuflados pelo estatuto de estudo.

Apesar de o nome oficial - Japan Mobility Show - apontar para um conceito mais amplo de mobilidade, as novidades de quatro rodas foram quem mais brilhou. Nos últimos dias já tínhamos mostrado várias propostas, mas ficaram outras tantas por apresentar. Aqui estão.

Daihatsu

No stand da Daihatsu, o grande foco estava no novo Vision Copen - um descapotável pensado para enfrentar o Mazda MX-5 -, que já tinha passado pelas nossas páginas. Ainda assim, bem ao lado, a marca guardava duas propostas particularmente interessantes, ambas viradas para a mobilidade em meio urbano.

A primeira chama-se Daihatsu me:MO e mede menos de três metros de comprimento e menos de 1,5 m de largura. O protótipo aposta num minimalismo que faz lembrar soluções como o Citroën AMI, mas com mais lugares disponíveis a bordo. É um estudo totalmente elétrico e inclui um pormenor pouco comum.

Em várias zonas da carroçaria e nas jantes, é possível aplicar peças coloridas, num conceito semelhante ao de blocos Lego. Assim, cada condutor pode configurar o me:MO ao seu gosto, com um nível de personalização invulgar neste tipo de veículos.

A segunda novidade é o Osanpo: um descapotável biplace, 100% elétrico, enquadrado na categoria japonesa kei (3,4 m de comprimento e 1,475 m de largura). Graças às dimensões muito reduzidas, a marca defende que é tão fácil de conduzir como ir dar um passeio a pé.

Honda

A Honda, fundada por Soichiro Honda, despertou memórias em muitos visitantes ao levantar o véu sobre o novo Honda Prelude (protótipo).

Mas Toshihiro Mibe, CEO da Honda, tinha mais cartas na «manga». Uma delas foi o Cruise Origin, descrito como uma espécie de sala rolante autónoma, com quatro lugares.

Entre as restantes propostas, o Honda Sustaina-C - com linhas a recordar o primeiro Honda City - chamou a atenção pelo recurso a materiais reciclados na sua construção. Nesse conjunto entram resinas acrílicas, que poderão ser novamente reutilizadas no futuro.

A acompanhar estas ideias, o Honda CI-MEV surge como uma solução de mobilidade pensada para áreas onde não há alternativas de transporte. É um modelo muito compacto, com apenas dois lugares, mas que recorre à condução autónoma para garantir o máximo de segurança e tranquilidade, mesmo em deslocações muito curtas.

Infiniti

A Infiniti, divisão de luxo da Nissan, já não está presente em Portugal. Ainda assim, marcou o Salão de Tóquio com o Vision Qe, uma berlina de aspeto futurista que antecipa o primeiro modelo totalmente elétrico da marca.

O desenho é ousado e funciona também como antevisão da evolução estética da Infiniti. Apesar de ser uma berlina de quatro portas, a silhueta aproxima-se, em termos formais, da de um coupé.

Na carroçaria, o jogo cromático junta um azul-escuro com partículas douradas e vários detalhes igualmente em dourado - uma interpretação requintada do tema «ouro sobre azul».

Mitsubishi

A Mitsubishi levou ao evento uma monovolume eletrificada com um lado mais aventureiro. Chama-se D:X e combina um avançado sistema de tração integral, iluminação a laser capaz de projetar imagens no piso e um interior com seis lugares.

O habitáculo foi pensado para oferecer sensação de amplitude, com vistas panorâmicas em todas as direções, incluindo para cima. À frente, um enorme monitor reforça a ideia de que não existe mais nada na secção dianteira do Mitsubishi D:X.

Ao que tudo indica, este Mitsubishi D:X é também a primeira pista concreta sobre a próxima geração do Delica.

Subaru

A Subaru é outra marca que deixou de estar representada em Portugal e cuja ausência se faz sentir. No Salão de Tóquio, o seu principal destaque foi um protótipo de linhas arrojadas, o Sport Mobility, pensado para sublinhar o lado mais desportivo da Subaru.

É um estudo 100% elétrico, em formato coupé, com duas portas e dois lugares, mas com uma estética claramente futurista - levantando a questão de se estará aqui a antecipar uma nova linguagem visual da marca.

De acordo com a Subaru, terá capacidade para ir a qualquer lugar e em qualquer momento, garantindo elevado prazer de condução em múltiplos ambientes.

Toyota no Japan Mobility Show (Salão de Tóquio)

A Toyota, um dos maiores gigantes do setor, teve um espaço à sua escala e preencheu-o com uma série de protótipos. Já tínhamos mostrado alguns: de um Land Cruiser elétrico a uma carrinha de caixa aberta elétrica, passando pelo desportivo FT-Se da Gazoo Racing e por um estudo pensado para cenários literalmente de outro mundo.

Ainda assim, Koji Sato, diretor executivo da Toyota, guardava mais anúncios.

Um dos que mais se destacou foi o Toyota FT-3e, um protótipo 100% elétrico que integra vários serviços conectados e personalizáveis. O formato de SUV aproxima-o visualmente do Lexus LF-ZL (também tecnicamente próximo), embora com uma presença mais desportiva.

Recorrendo a ecrãs instalados no exterior, é possível verificar o nível de carga da bateria, a temperatura no habitáculo e a qualidade do ar a bordo ainda antes de entrar no veículo.

Já o Toyota IMV 0 é uma pequena carrinha de caixa aberta elétrica, com dois lugares e uma imagem que evoca o Land Cruiser BJ70, direcionada sobretudo ao mercado profissional.

O grande trunfo passa pela capacidade de se transformar de forma praticamente infinita, em função das necessidades de cada cliente. Pode assumir o papel de veículo de carga tradicional, converter-se numa cafetaria ou até ser adaptado para utilização em competição.

Num registo semelhante, o Toyota Kayoibako também foi concebido para responder a um vasto leque de utilizações, graças a um formato inspirado… num contentor de transporte de mercadorias.

Entre os exemplos apresentados surgem uma configuração de comercial ligeiro para entregas e uma versão dedicada ao lazer. Outras possibilidades incluem mobilidade partilhada com acesso facilitado para cadeiras de rodas, um escritório móvel e até uma pequena loja.

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