As fotos-espia que aqui mostramos foram registadas no Nürburgring-Nordschleife e revelam um Toyota GR Supra a ser levado ao limite.
Só que este não parece ser um GR Supra “normal”: tudo indica que estamos perante o muito aguardado GRMN Supra, um nome que começou a ser apontado logo aquando do lançamento do Supra, há quase cinco anos.
A designação GRMN não é aplicada de forma leviana pela equipa da Gazoo Racing - a última aparição aconteceu em 2022, na versão final do GR Yaris, limitada a 500 unidades e destinada apenas ao Japão -, pelo que é expectável que este GRMN Supra tenha argumentos verdadeiramente especiais.
Há ainda quem diga que o GRMN Supra poderá funcionar como uma espécie de edição de despedida do modelo, já que se antecipa o fim da produção em 2025 ou, no limite, em 2026. Isso deverá coincidir também com o término do “primo” BMW Z4, de onde vêm a plataforma e a mecânica, sem que esteja previsto qualquer sucessor.
O que muda do GR para o GRMN Supra?
Antes de nos lamentarmos por mais um descapotável e coupé exclusivamente a combustão a aproximar-se do fim, o GRMN Supra promete fechar este capítulo com ambição.
O protótipo apanhado no “inferno verde” aparece com camuflagem ligeira, aplicada apenas sobre os novos componentes aerodinâmicos na frente e na traseira. Na dianteira distinguem-se novos divisores e pequenas aletas, enquanto atrás sobressai uma nova asa traseira fixa. É razoável esperar que o modelo definitivo seja ainda mais marcado visualmente, com para-choques redesenhados.
A aerodinâmica parece estar no centro das atenções, mas não é a única diferença visível. O carro surge com novas jantes calçadas com pneus Michelin de alto desempenho (Pilot Sport Cup 2), que não conseguem disfarçar discos de travão de grandes dimensões e as respectivas pinças. Para além disso, tudo indica que a altura ao solo é menor do que no GR Supra.
Ainda assim, a mudança mais relevante deverá estar escondida sob o longo capô do GRMN Supra…
Motor do BMW M4 CSL?
É sabido que o GR Supra tem, no essencial, mais BMW do que Toyota. As duas motorizações - quatro e seis cilindros - são fornecidas pelo construtor bávaro. E mesmo quando a Toyota resolveu seguir uma via própria, ao combinar uma caixa manual com o seis cilindros (algo que não acontece no Z4), continuou a recorrer a componentes alemães.
Por isso, é natural que o motor do GRMN Supra também venha da BMW - e, a confirmar-se o que se diz, não poderia ser mais especial. De acordo com os rumores, a variante mais extrema do Supra deverá adoptar uma versão do excelente S58, o mesmo seis cilindros em linha sobrealimentado que equipa os BMW M3, M4 e o mais recente M2.
Esta possibilidade sempre gerou dúvidas pelo facto de a BMW não ter planos para lançar um Z4 M com este motor. Agora, não só os indícios do uso do S58 se intensificam, como alguns rumores vão mais longe e apontam para a mesma configuração do M4 CSL, onde entrega 550 cv.
Será que se confirma? Mesmo que a Toyota opte por uma variante mais “contida” do S58, o ponto de partida já é elevado: 460 cv (no M2), ou seja, mais 120 cv do que o GR Supra - um aumento que, por si só, representa um salto relevante em desempenho.
Ao que tudo indica, seja qual for o nível de potência acordado para o S58, ele deverá ser combinado com uma transmissão automática - apesar de a BMW M ter versões do S58 associadas a caixa manual -, mantendo a tracção traseira.
Quando chega?
O Toyota GRMN Supra, à semelhança de outros modelos GRMN, deverá ter produção limitada a algumas centenas de unidades.
Há rumores a apontar para uma apresentação ainda este ano - possivelmente no Salão de Tóquio -, mas o cenário mais provável é que só venhamos a conhecer o Supra mais radical ao longo de 2024.
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