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BAE Systems, Boeing e Saab assinam Carta de Intenção para levar o T-7A Red Hawk ao programa de treinador a jacto avançado da RAF

Quatro homens de fato em pista de aeroporto com avião vermelho da Saab ao fundo, apertando as mãos junto a mesa com capacete
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BAE Systems, Boeing e Saab assinaram uma Carta de Intenção para trabalharem em conjunto no programa de treinador a jacto avançado da Real Força Aérea britânica (RAF), colocando o T-7A Red Hawk no centro do futuro sistema de instrução. O entendimento pretende reunir capacidades de treino, bem como os sistemas de missão associados, e ainda analisar oportunidades para alargar a cadeia de fornecimento no Reino Unido.

T-7A Red Hawk e o futuro sistema de treino da RAF

A necessidade de um novo treinador avançado foi definida na Revisão Estratégica de Defesa do Reino Unido de 2025. O T-7A Red Hawk, escolhido pela Força Aérea dos EUA em 2018, é apresentado como um sistema integrado de treino destinado a preparar operações com aeronaves de quarta, quinta e sexta geração.

O conceito do aparelho permite acomodar tecnologias em evolução e diferentes exigências operacionais, orientando a formação de pilotos que venham a operar caças e bombardeiros avançados.

BAE Systems lidera a iniciativa e aposta industrial no Reino Unido

A BAE Systems ficará à frente da iniciativa, que inclui a possibilidade de instalar uma linha de montagem final em território britânico e de criar postos de trabalho qualificados e de elevado valor. Simon Barnes, director-geral do sector Air da BAE Systems, afirmou: “A nossa nova colaboração com a Boeing e a Saab permitir-nos-á apresentar uma oferta sólida à Royal Air Force e aos nossos clientes globais, tirando partido da mais recente inovação tecnológica em sistemas de treino e de um treinador a jacto de classe mundial. Estamos comprometidos em garantir que esta solução ofereça o melhor resultado para a nação, apoie a prontidão de combate aéreo do Reino Unido e gere benefícios económicos”.

Do lado da Boeing, Bernd Peters, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócio e Estratégia da Boeing Defense, Space & Security, declarou: “Juntamente com a Saab e agora com a BAE Systems, iremos disponibilizar soluções de treino inovadoras para preparar os pilotos da RAF para o futuro, incluindo aeronaves de quarta, quinta e sexta geração. Esta colaboração potencia as nossas capacidades tecnológicas, reforça a base industrial transatlântica e abre oportunidades para desenvolvimentos cooperativos”.

Já Lars Tossman, responsável pela área de negócios Aeronautics da Saab, acrescentou: “A sólida parceria entre a Boeing e a Saab desenvolveu o T-7 como a melhor solução do mundo para o treino de futuros pilotos. Ao trabalhar com a BAE Systems, a Saab considera que o Reino Unido pode obter um sucessor adequado para o Hawk, que será a opção certa para os pilotos durante décadas”.

Antecedentes das negociações

Em agosto, fontes próximas do processo indicaram que a Boeing e a Saab estavam a manter conversações preliminares com a BAE Systems, com o objectivo de avaliar uma eventual cooperação para substituir o BAE Hawk T2 na RAF. A frota Hawk, também utilizada pela equipa acrobática Red Arrows, deixou de ser produzida em 2000.

A revisão estratégica de 2024 recomendou acelerar o caminho para a sua substituição, destacando a preferência por propostas que assegurem participação industrial no Reino Unido.

Nessa altura, apesar de não existir qualquer acordo formal, a hipótese de um entendimento entre as três empresas era vista como um desenvolvimento relevante no mercado europeu de treinadores militares. Um porta-voz da BAE Systems referiu então que a empresa não comentava rumores ou especulações, embora tenha reafirmado o papel central do treino na sua estratégia para o domínio aéreo. A Saab também evitou declarações específicas, remetendo-se para a natureza confidencial da sua parceria com a Boeing relativa ao T-7A.

Entretanto, o Ministério da Defesa britânico confirmou, em março de 2024, que a RAF estava a analisar alternativas para substituir o Hawk T2 no âmbito de um modelo de formação abrangente, combinando capacidades de voo real e virtual.

Com a assinatura da Carta de Intenção, este percurso passa a ter uma base formal, aproximando a eventual adopção do T-7A Red Hawk como próximo treinador avançado da Real Força Aérea britânica.

Imagens a título ilustrativo.


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