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Força Aérea dos Estados Unidos autoriza produção do T-7A Red Hawk

Piloto com fato de voo e capacete sobe para entrar em avião de treino vermelho e branco estacionado no aeroporto.

Aprovação “Milestone C” abre caminho à produção

A Força Aérea dos Estados Unidos deu luz verde, de forma oficial, ao início da produção do T-7A Red Hawk, o novo jacto de treino avançado destinado a substituir aeronaves mais antigas na formação de pilotos militares. A decisão surgiu após a validação do chamado “Milestone C”, a 23 de abril, marco que autoriza a passagem do programa para a fase de fabrico.

Contrato com a Boeing e participação da SAAB no T-7A Red Hawk

Com esta autorização, foi celebrado um contrato de US$ 219 milhões com a Boeing Defense, Space & Security para a construção das primeiras 14 aeronaves, incluindo ainda o fornecimento de peças sobresselentes, equipamentos de apoio e a formação associada. O desenvolvimento do projecto foi realizado em parceria com a sueca SAAB, responsável por fornecer componentes essenciais da fuselagem.

Estratégia de gestão e produção faseada do programa

Este passo é visto como um momento-chave do programa T-7 Advanced Pilot Training, que registou um ano de avanços intensivos assente numa estratégia de “gestão activa”. O modelo aposta na cooperação entre a Força Aérea, o Air Education and Training Command (AETC) e a própria Boeing, com o objectivo de mitigar riscos operacionais e acelerar a disponibilização de capacidades.

O T-7A Red Hawk destaca-se por ser o primeiro avião da Força Aérea norte-americana concebido integralmente com métodos digitais, abordagem pensada para optimizar todo o ciclo - do desenvolvimento à produção e manutenção. A aeronave integra sistemas avançados orientados para preparar pilotos para operar caças e bombardeiros de quarta, quinta e sexta gerações.

A autorização para produção segue um modelo gradual e inovador. O gabinete do programa T-7A terá de pedir aprovações separadas para cada um dos três primeiros lotes de produção inicial em baixa cadência. Desta forma, é possível incorporar a informação recolhida nos testes que ainda decorrem antes de avançar para etapas seguintes, reduzindo riscos de integração e de desempenho.

O plano global prevê, ao longo da próxima década, a entrega de 351 aeronaves T-7A e de 46 simuladores de treino em solo. Os meios serão distribuídos por cinco bases do AETC, consolidando a modernização do sistema de formação de pilotos da Força Aérea dos Estados Unidos.

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