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Lista dos 15 automóveis (mais um) mais caros de sempre vendidos em leilão (atualizada até dezembro de 2023)

Carro desportivo clássico Mercedes-Benz prata com portas asa de gaivota abertas e interior vermelho.

Nesta lista reunimos os 15 automóveis (mais um) mais caros de sempre arrematados em leilão (atualizada até dezembro de 2023). Aqui não há espaço para poupanças: só entram as carteiras verdadeiramente ilimitadas.

Há um padrão evidente neste ranking: a Ferrari domina com nove modelos, ou seja, mais de metade da lista - um reflexo claro do peso e do prestígio da marca no mercado de colecionismo. Ainda assim, o topo absoluto pertence a… um Mercedes-Benz.

Optámos por incluir apenas carros vendidos em leilão, precisamente porque são transações com valores publicamente verificáveis. Existem vendas privadas que poderão atingir montantes semelhantes aos desta lista, mas, na prática, é difícil confirmar com rigor os números envolvidos.

Os valores de venda são sempre apresentados em dólares, mas convertemos para euros à taxa de câmbio existente na data de publicação original deste artigo.

Mercedes-Benz 300 SLR Uhlenhaut Coupe, 1955

135 850 000 € ($145 000 000), vendido pela RM Sotheby’s em maio 2022, Estugarda

O Mercedes-Benz 300 SLR Uhlenhaut Coupé ocupa, sem qualquer contestação, o primeiro lugar entre os automóveis mais caros de sempre vendidos em leilão. Este 300 SLR é um dos apenas dois existentes e, antes de ir a pregão, encontrava-se na posse da própria Mercedes-Benz.

As receitas desta venda foram canalizadas para a criação de um programa mundial de bolsas de estudo, o “Mercedes-Benz Fund”.

Ferrari 250 GTO, 1962

48 247 000 € ($51 705 000), vendido pela RM Sotheby’s em novembro de 2023, Nova Iorque

O Ferrari 250 GTO surge recorrentemente como candidato natural ao estatuto de automóvel mais caro do mundo, e este exemplar - chassis n.º 3765 - confirmou-o ao ultrapassar, no final de 2023, o anterior recordista, o 250 GTO #3413, por pouco mais de cinco milhões de euros.

Este carro ganhou destaque por ser o único da primeira série (existiu uma segunda) a competir oficialmente pela Ferrari. Além disso, é um de apenas três exemplares equipados com o V12 de 4,0 l de capacidade, em vez do mais «comum» 3,0 l. Fique a conhecer em detalhe este 250 GTO:

Ferrari 250 GTO, 1962

43 350 000 € ($48 405 000), vendido pela RM Sotheby’s em agosto de 2018, Monterey

No último degrau do pódio está outro Ferrari 250 GTO: o chassis n.º 3413, que manteve durante quatro anos o título de automóvel mais caro do mundo vendido em leilão.

Saiu de Maranello em 1962 com especificação Series I, mas em 1964 recebeu a (rara) carroçaria do Series II. Participou em 20 corridas… e concluiu-as todas.

Ferrari 250 GTO, 1962

35 710 000 € ($38 115 000), vendido pela Bonhams em agosto de 2014, Monterey

Do Ferrari 250 GTO foram produzidos apenas 39 exemplares, um número que ajuda a explicar os valores astronómicos alcançados em leilão. Este, com o chassis n.º 3851, distingue-se por ter permanecido na mesma família durante… 39 anos.

Ferrari 335S, 1957

33 458 000 € ($35 711 359), vendido pela Artcurial, em fevereiro de 2016, Paris

Com um palmarés extenso em competição, o Ferrari 335 Sport Scaglietti n.º 0674 aparece logo a seguir ao «esquadrão» de 250 GTO.

Este carro de corridas tornou-se particularmente notável por ter marcado presença nos grandes palcos: Sebring, Mille Miglia e Le Mans.

Ferrari 412P Berlinetta, 1967

28 346 000 € ($30 255 000), vendido pela Bonhams, em agosto de 2023, Monterey

Em 2023, além do 250 GTO que ocupa o segundo lugar, entrou mais um Ferrari para este clube de valores milionários: o 412P Berlinetta de 1967 (chassis n.º 0854). Se não fosse o 250 GTO, teria sido o automóvel mais caro vendido em leilão em 2023.

Após uma carreira bem-sucedida nas pistas, este 412P passou por mãos de proprietários bem conhecidos, como Anthony Bamford (dono da JCB) e Bruce McCaw, um dos pioneiros dos telemóveis.

Mercedes-Benz W196, 1954

27 732 000 € ($29 600 000), vendido pela Bonhams em julho de 2013, Goodwood

O Mercedes-Benz W196 teve uma produção total de 14 unidades; sobreviveram 10; seis continuam na posse da marca e três estão expostas em museu. O W196 n.º 006/54 é o único acessível a colecionadores privados - o que ajuda a perceber o montante pago, embora essa não seja a única explicação.

Entre os pilotos do W196 está o lendário Juan Manuel Fangio e este exemplar, nunca restaurado, conserva ainda as marcas da última corrida em que participou.

Ferrari 290 MM, 1956

26 280 000 € ($28 050 000), vendido pela RM Sotheby’s em dezembro de 2015, Nova Iorque

Dizer que este Ferrari 290 MM (chassis n.º 0626) foi construído de propósito para Juan Manuel Fangio alinhar na Mille Miglia de 1956 chega para justificar o preço alcançado. Existem apenas quatro em existência.

Ferrari 275 GTB/4 NART Spider, 1967

25 765 000 € ($27 500 000), vendido pela RM Sotheby’s em agosto de 2013, Monterey

Sendo um de 10, o Ferrari 275 GTB/4 NART Spider (neste caso, chassis n.º 10709) foi comercializado exclusivamente nos EUA pelo importador Luigi Chinetti, que percebeu rapidamente o apetite do mercado norte-americano por desportivos descapotáveis.

Foi o próprio Chinetti quem pediu a Enzo Ferrari uma série de 275 GTB Spider que ostentassem, na traseira, o emblema da NART (North American Racing Team).

Ferrari 275 GTB/C Speciale, 1964

24 734 000 € ($26 400 000), vendido pela RM Sotheby’s em agosto de 2014, Monterey

Do 275 GTB/C (Competizione) Speciale foram feitas apenas três unidades - e essa raridade explica, em grande medida, o valor atingido. Trata-se de um especial de homologação, que enfrentou adversários como o Ford GT40 e o Shelby Cobra Daytona nas 24 Horas de Le Mans de 1965.

Também merece destaque por ser o primeiro Ferrari com suspensão traseira independente, e o chassis n.º 0671 tem o seu historial integralmente documentado.

Aston Martin DBR1, 1956

21 127 000 € ($22 550 000), vendido pela RM Sotheby’s em agosto de 2017, Monterey

Este foi o primeiro de apenas cinco Aston Martin DBR1 produzidos e, além disso, venceu os 1000 km de Nürburgring em 1959.

Passaram pelo cockpit nomes como Roy Salvadori, Stirling Moss, Jack Brabham e Carroll Shelby. É, atualmente, o carro britânico mais caro alguma vez vendido em leilão.

Ferrari 290 MM por Scaglietti, 1956

20 616 000 € ($22 005 000), vendido pela RM Sotheby’s em dezembro de 2018, Los Angeles

Aqui surge mais um Ferrari 290 MM (chassis n.º 0628), também conduzido por Juan Manuel Fangio e por outras figuras de topo, como Phil Hill e Stirling Moss.

Duesenberg SSJ, 1935

20 612 000 € ($22 000 000), vendido pela Gooding & Company em agosto de 2018, Pebble Beach

O Duesenberg SJ (SSJ é uma alcunha) mantém-se como o automóvel norte-americano mais caro vendido em leilão. Foram construídas apenas duas unidades e esta pertenceu ao ator Gary Cooper.

Era o mais poderoso dos SJ: o seu oito cilindros em linha com 6,9 l de capacidade e compressor debitava 400 cv… em 1935.

Jaguar D-Type, 1955

20 405 000 € ($21 780 000), vendido pela RM Sotheby’s em agosto de 2016, Monterey

Vencedor das 24 horas de Le Mans em 1956, foi também o primeiro Jaguar D-Type (XKD 501) a ser construido. É igualmente o único exemplar dos C-Type e D-Type que continua a manter a sua forma original.

As cores - azul com listas e círculos brancos - correspondem à equipa Ecurie Ecosse, que competiu com este carro.

Aston Martin DP215, 1963

20 102 000 € ($21 455 000), vendido pela RM Sotheby’s em agosto de 2018, Monterey

O Aston Martin DP215 Grand Touring Competition Prototype é um exemplar único e participou nas 24 Horas de Le Mans de 1963, com Phil Hill e Lucien Bianchi aos comandos.

Foi ainda o último Aston Martin de competição sob a liderança de David Brown, a figura histórica à frente do construtor britânico.

McLaren F1, 1995

19 174 000 € ($20 465 000), vendido pela Gooding & Company, em agosto de 2021, Pebble Beach

Se está a contar, este McLaren F1 é o 16.º elemento numa lista anunciada como sendo de 15 automóveis mais caros de sempre vendidos em leilão. A entrada de (mais um) Ferrari 250 GTO diretamente para o segundo lugar deveria ter empurrado o F1 para fora, mas optámos por mantê-lo.

É o modelo mais «jovem» desta seleção e, originalmente, foi comprado por um colecionador japonês. O F1 com o chassis n. 029 praticamente não circulou durante 17 anos, tendo estado em exposição num museu - o que explica que tenha apenas 387 km.

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