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Stellantis: dados do Fórum da Liberdade de Mobilidade sobre mobilidade verde

Mulher carrega carro elétrico num posto, homem idoso com bengala e jovem com bicicleta elétrica num dia ensolarado.

A Stellantis promoveu a segunda edição do Fórum da Liberdade de Mobilidade e apresentou informação relevante para ajudar a enquadrar o debate sobre mobilidade, não apenas na Europa, mas também à escala mundial. Um dos participantes resumiu o enquadramento de forma direta, classificando-o como um “problema global”.

O ponto de partida desta edição foi precisamente uma pergunta que assume essa dimensão: “Como é que o planeta vai acomodar as necessidades de mobilidade de oito mil milhões de pessoas nas próximas décadas?

Trata-se de uma questão exigente - e sem respostas simples - à qual este fórum pretende acrescentar contributos.

Mobilidade verde é para todos?

Para apoiar a discussão com dados concretos, foi aplicado um inquérito a mais de 5000 pessoas em cinco países (cerca de 1000 pessoas por país): Brasil, França, Índia, Marrocos e EUA.

No questionário, foram colocadas três perguntas sobre escolhas e atitudes de mobilidade:

  1. Quando está a escolher as suas opções de transporte, qual destas opções o descreve melhor? Não estou preparado para mudar nada; pronto para mudar, mas ainda não agi; pronto para fazer algumas mudanças; pronto para fazer mudanças profundas;
  2. Em resposta às alterações climáticas, concordaria ou não em parar de usar meios de transporte nos quais você é o único passageiro (por exemplo, carros, motos…)? Sim ou Não;
  3. Quais as partes interessadas com maior influência na mudança para opções de transporte mais ecológicas? Legisladores; cidadão comum; empresas; meios de comunicação; jovens; milionários; cientistas; celebridades; Organizações Não Governamentais; não sei;

As respostas às três questões desenham um mundo a ritmos diferentes, com os países menos desenvolvidos a evidenciarem menor resistência à transformação.

Um planeta a diferentes velocidades

Desde logo, a mesma pergunta originou diferenças muito acentuadas - não só entre países, mas também entre regiões, variando consoante se trata de contextos urbanos ou rurais.

No caso da primeira questão, apurou-se que um em cada quatro indivíduos (25%) não está pronto para transitar para alternativas de transporte mais ecológicas.

Os EUA surgem como o país com menor disponibilidade para escolher soluções mais amigas do ambiente, com 39%. Em sentido oposto, no Brasil e na Índia a abertura à mudança é superior: apenas 16% e 18% dos inquiridos, respetivamente, mostram relutância perante opções mais ecológicas.

O futuro da mobilidade num bom caminho

Em paralelo, os dados indicam que três em cada quatro indivíduos se encontram a preparar uma transição para formas de mobilidade mais sustentáveis. Neste indicador, a França lidera, com metade dos inquiridos (52%) a referir que já começou a alterar os seus hábitos de mobilidade.

Ainda assim, só 10% dizem ter iniciado mudanças profundas na forma como se deslocam. A Índia regista o valor mais alto (14%) e a França o mais baixo (6%).

Quanto à segunda pergunta - se concordariam ou não em deixar de utilizar meios de transporte em que são o único passageiro -, seis em cada 10 inquiridos afirmam estar disponíveis para abandonar o transporte individual. Apesar disso, existem diferenças claras entre os cinco países: Índia, Brasil e Marrocos são os que mais respondem “Sim” (sempre acima dos 70%).

Verificou-se também que cerca de dois terços dos inquiridos (65-67%), com idades entre os 18 anos e os 63 anos, dizem estar prontos para prescindir do transporte individual.

Relativamente à terceira questão - sobre quem tem mais influência na mudança -, concluiu-se que os principais motores da transição para opções de transporte mais ecológicas são os legisladores (36%), os cidadãos (33%) e as empresas (26%).

Também aqui surgem contrastes por país: os EUA e Marrocos atribuem maior peso aos legisladores; França e Brasil colocam os cidadãos em primeiro plano; e a Índia, de forma particular, aponta os jovens como figura central na influência para a mudança para opções de transporte mais ecológicas.

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