A Hyundai apresentou o IONIQ 9, o membro mais recente - e claramente o maior - da sua gama de modelos 100% elétricos.
Este SUV elétrico com três filas de bancos é, do ponto de vista técnico, muito próximo do «primo» Kia EV9. Pelo porte e posicionamento, aponta também a alternativas como o novo Volvo EX90.
O desenho é ousado - com linhas já antecipadas pelo SEVEN -, mas consegue afirmar uma identidade própria face ao EV9, que segue igualmente uma abordagem cuidada e mais sofisticada.
Para sublinhar essa ambição estética, a Hyundai escolheu a Goldstein House, em Los Angeles, um símbolo da arquitetura moderna de meados do século passado, como palco para a revelação do IONIQ 9.
Neste enquadramento, o conceito “aeroestético”, tal como a marca o descreve, ganha destaque ao combinar pormenores refinados com uma aerodinâmica trabalhada.
Puxadores embutidos, abas aerodinâmicas ativas, jantes com desenho orientado para a eficiência e a ausência de antenas ajudam a melhorar o escoamento do ar, resultando num coeficiente aerodinâmico (Cx) de apenas 0,259… quando o modelo está equipado com retrovisores digitais.
Em termos de assinatura luminosa, tanto à frente como atrás surgem os faróis com “Pixels Paramétricos”, já conhecidos desde a estreia do Hyundai IONIQ 5. Para este SUV de grandes dimensões, a marca sul-coreana preparou ainda uma nova palete de cores para a carroçaria, num total de 16 opções.
Com mais de cinco metros de comprimento (5,06 m) e quase dois de largura (1,98 m), o Hyundai IONIQ 9 conta também com 3,13 m de distância entre eixos, o que aponta para um habitáculo particularmente amplo.
Conforto e versatilidade
O interior deste novo SUV foi claramente pensado para maximizar conforto e flexibilidade. Por ser um veículo 100% elétrico, a Hyundai conseguiu criar um piso totalmente plano em todo o habitáculo, abrindo novas possibilidades de utilização do espaço.
Além das três filas de bancos - que elevam a lotação máxima para sete lugares -, as duas primeiras podem incluir assentos de relaxamento. Estes bancos reclinam totalmente e acrescentam apoio para as pernas, solução pensada para os períodos em que o automóvel está a carregar.
Na fila central, os assentos podem rodar 180º, transformando a configuração numa espécie de sala. Existe ainda uma consola central deslizante, denominada “Ilha Universal 2.0”, com mais arrumação e capacidade para ser posicionada de diferentes formas.
Mesmo com as três filas em utilização, a Hyundai indica que a bagageira mantém 620 litros (norma SAE). Rebatendo a última fila, o volume passa para os 1323 litros.
A estes valores junta-se um compartimento adicional sob o capô: 88 litros - 52 l nas versões de tração integral -, útil para guardar, por exemplo, os cabos de carregamento.
Autonomia 100% elétrica
Assente na plataforma E-GMP, o Hyundai IONIQ 9 recorre a uma bateria com 110,3 kWh de capacidade e anuncia uma autonomia máxima de 620 km. Este valor corresponde à versão de Autonomia Alargada, com tração traseira e jantes de 19”. O sistema elétrico de 800 V está igualmente preparado para carregamentos rápidos, com potência máxima de 350 kW.
Quanto às motorizações, estarão disponíveis várias configurações. A versão de entrada utiliza um único motor no eixo traseiro, com 160 kW (218 cv). Já na opção de Autonomia Alargada com tração integral, é acrescentado um segundo motor no eixo dianteiro com 70 kW (95 cv), totalizando 230 kW (313 cv).
Para quem procura prestações superiores, a Hyundai disponibiliza a versão de Desempenho, que combina dois motores de 160 kW (218 cv), um por eixo, para um total de 320 kW (435 cv). Nesta configuração, a aceleração de 0 a 100 km/h faz-se em 5,2s, com a velocidade máxima limitada a 200 km/h.
Quando chega?
O novo Hyundai IONIQ 9 terá apresentação oficial no próximo Salão Automóvel de Los Angeles, no final deste mês, mas a chegada aos mercados sul-coreano e norte-americano está prevista apenas para a primeira metade do próximo ano.
Na Europa, a comercialização acontecerá depois disso, ainda sem qualquer data confirmada, e muito menos preços.
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