Há muito que a Mercedes-Benz deixou para trás a ideia de abandonar os segmentos de entrada para se focar quase exclusivamente nos modelos de gama alta. Com a estratégia reformulada, a marca alemã está decidida a atualizar as suas propostas mais acessíveis - e a próxima etapa passa pela nova geração do Mercedes-Benz GLA.
Baseado na plataforma MMA, já utilizada pelos recentes Mercedes-Benz CLA e GLB, o Mercedes-Benz GLA 2027 ainda deverá demorar alguns meses até ser apresentado oficialmente. Ainda assim, as fotografias-espia a que tivemos acesso já permitem antecipar, com bastante precisão, o que está a caminho.
Evoluir sem revolucionar
Tal como aconteceu com os novos CLA e GLB, o SUV mais compacto da Mercedes aposta numa evolução sem ruturas. As proporções ficam praticamente iguais às da geração lançada em 2019, mas os pormenores mostram uma aproximação clara à mais recente linguagem de design da marca.
Na frente, apesar da camuflagem, notam-se faróis mais pequenos e com contornos mais suaves, muito provavelmente ligados por uma faixa luminosa - uma solução já vista nos compactos mais recentes da casa de Estugarda. A grelha, por seu lado, aparece quase totalmente fechada, o que é coerente com o facto de estarmos perante um exemplar 100% elétrico.
Atrás, as alterações também saltam à vista. O Mercedes-Benz GLA 2027 recorre a soluções semelhantes às do atual EQA, com a matrícula a passar para o para-choques e com as óticas traseiras unidas por uma faixa luminosa, reforçando a perceção de maior largura.
Há ainda um pormenor impossível de ignorar: os puxadores retráteis das portas. É uma solução cada vez mais frequente, mas que pode ter implicações estratégicas - sobretudo na China, onde este tipo de puxador será proibido a partir de 2027.
Um interior bem conhecido
No habitáculo, não se esperam grandes surpresas. O Mercedes-Benz GLA 2027 deverá reproduzir quase por completo o ambiente já familiar dos novos CLA e GLB. O foco recai sobre o painel de instrumentos digital e sobre o novo ecrã central de grandes dimensões, colocado acima das saídas de ventilação.
No topo da oferta estará o sistema MBUX Superscreen, que reúne um painel de instrumentos de 10,25’’, um ecrã central de 14’’ e um terceiro ecrã dedicado ao passageiro. A este conjunto junta-se a mais recente evolução do assistente virtual da marca, o MBUX.
Elétrico, mas não só
A partilha de componentes com CLA e GLB também se reflete na gama mecânica. Tudo aponta para uma oferta variada, em que as versões 100% elétricas coexistem com soluções de híbrido ligeiro.
Do lado elétrico - e assumindo o papel que hoje pertence ao EQA - são esperadas duas variantes principais: o GLA 250+, com tração traseira, 200 kW (272 cv) e 335 Nm; e o GLA 350 4MATIC, com dois motores, tração integral e 260 kW (354 cv). Deverão usar baterias de 58 kWh ou 85 kWh e uma arquitetura de 800 V, possibilitando carregamentos rápidos até 320 kW.
Já as versões de híbrido ligeiro deverão manter o motor 1,5 litros de quatro cilindros, associado a um sistema elétrico integrado na caixa automática de dupla embraiagem. No CLA, esta solução disponibiliza potências entre 156 cv e 211 cv, com um reforço adicional de cerca de 22 kW (30 cv) proveniente do motor elétrico.
Quando chega?
Sendo um dos lançamentos mais relevantes da Mercedes-Benz no curto prazo, tudo indica que a porta de entrada para os SUV da marca da estrela será revelada ainda este ano, ficando a chegada ao mercado apontada para o ano seguinte.
Quando a terceira geração do Mercedes-Benz GLA se estrear, terá pela frente a tarefa exigente de substituir um modelo que, apesar de já contar com cerca de sete anos de carreira, se firmou como uma das referências do segmento.
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