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Museu do Caramulo recebe o Mercedes-Benz 190E 2.5-16 Evolution II

Carro desportivo Mercedes-Benz clássico azul escuro em exposição num espaço moderno com janelas grandes.

Uma nova peça na coleção do Museu do Caramulo

A coleção permanente de automóveis do Museu do Caramulo ficou agora ainda mais apelativa com a entrada de mais um exemplar de exceção. O recém-chegado é o Mercedes-Benz 190E 2.5-16 Evolution II.

Falamos de uma berlina alemã dos anos 90 que se tornou um dos mais desejados especiais de homologação, sobretudo entre os entusiastas do campeonato alemão de turismos - o DTM (Deutsche Tourenwagen Meisterschaft).

DTM, homologação e o duelo com o BMW M3 (E30)

Este modelo nasceu com um objetivo muito claro: enfrentar o seu rival de sempre, o BMW M3 (E30), com quem protagonizou inúmeras batalhas em pista.

O 190E EVO II que passa a integrar o Museu do Caramulo é o número 351 de um total de 502 unidades produzidas. Tal como aconteceu com as primeiras 500, apresenta a carroçaria no tom Blauschwarz, um preto com um subtil apontamento azulado. As duas unidades restantes foram pintadas de prateado.

Na redação, o entusiasmo foi imediato - e a ideia de marcar uma visita ao Caramulo no próximo ano já está em cima da mesa. Em especial para o Guilherme, que é assumidamente “doente” pelo W 201. O nível da “doença”? Basta ver este vídeo para perceber.

E, além de “doente”, o Guilherme é também exigente. Mesmo parecendo um exemplar imaculado, encontrou-lhe um ponto negativo: não ter ar condicionado. Esse «detalhe» acabou por gerar uma discussão bem-disposta com o Fernando Gomes: sem ar condicionado, o carro fica mais leve. De que lado é que estão: mais conforto ou menos peso?

Da minha parte, diria que é a nostalgia do seu W 201 a falar mais alto. Desde que vendeu o 190, o Guilherme nunca mais foi o mesmo…

Um carro comum numa versão especial

Como já foi referido, o 190E EVO II é um verdadeiro especial de homologação. É limitado, potente, exclusivo e muito interessante ao volante - e há espaço para quase todos os adjetivos que se queira atirar para cima deste modelo. A tudo isto soma-se um enorme aerofólio traseiro. E sim, é ajustável.

O Evolution II distinguia-se, desde logo, por essa asa posterior de grandes dimensões, mas também por um pequeno elemento aerodinâmico colocado no topo do vidro traseiro. Na dianteira, a diferença fazia-se notar através de um deflector frontal mais pronunciado e igualmente ajustável. Estes apêndices aerodinâmicos adicionais, desenvolvidos pelo professor Richard Eppler, da universidade de Estugarda, não só aumentavam a força descendente do EVO II, como também contribuíam para refinar a sua eficiência aerodinâmica.

A par disso, a suspensão foi revista e ficou mais firme, o que aproximou ainda mais a carroçaria do solo. Para garantir a ligação ao asfalto, o modelo passou a contar com novas jantes de 17″ - exatamente o mesmo diâmetro presente no exemplar que agora pode ser visto no Museu do Caramulo.

A «magia» da Cosworth

Sob o capô encontra-se o conhecido quatro cilindros em linha com 2,5 l de capacidade, desenvolvido com a colaboração da Cosworth.

A potência máxima anunciada é de 235 cv às 7200 rpm, enquanto o binário máximo, de 245 Nm, surge a partir das 5000 rpm. Hoje podem parecer valores modestos, mas no início dos anos 90 eram sinónimo de prestações de respeito.

No Mercedes-Benz 190E 2.5-16 Evolution II, este motor trabalha em conjunto com uma caixa manual Getrag de cinco relações, com esquema em “perna de cão” - com a primeira para trás - e a tração é assegurada apenas pelo eixo traseiro. Ainda assim, conta com a ajuda de um diferencial autoblocante.

Por tudo isto - e por muitos outros motivos que nos fariam ficar aqui o resto do dia - mais vale mesmo começar a organizar uma nova ida ao Museu do Caramulo.

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