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Nissan confirma citadino elétrico baseado no Renault Twingo para 2026

Carro elétrico branco Nissan City EV estacionado frente a estação de carregamento numa garagem moderna.

Após vários meses de rumores, a informação passa a ser oficial: a Nissan vai lançar um citadino elétrico assente no futuro Renault Twingo.

A confirmação surge no contexto da reorganização em curso da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi e representa um passo relevante na atualização da oferta elétrica da marca japonesa.

Nissan prepara citadino elétrico baseado no Renault Twingo

De acordo com os dados divulgados, o novo modelo deverá chegar ao mercado em 2026, cerca de um ano depois da estreia da nova geração do Nissan Micra. Este Micra terá como base o Renault 5 E-Tech, e a Nissan já mostrou as primeiras imagens.

Posicionado abaixo do Micra, este Twingo com emblema Nissan ficará inserido no segmento A (citadinos). Por isso, irá recorrer à plataforma AmpR Small (anteriormente designada CMF-BEV), já utilizada no Renault 5.

A Renault ficará responsável pela produção, enquanto o desenho do novo modelo será desenvolvido pela Nissan. Ainda assim, tal como aconteceu com o Micra, é bastante provável que o resultado final não consiga disfarçar totalmente o automóvel que lhe serve de base. Para além do Twingo e deste citadino da Nissan, também a Dacia deverá lançar um citadino elétrico a partir da mesma base, com a missão de substituir o Spring.

Plataforma AmpR Small, sinergias e meta abaixo dos 20 mil euros

Este projeto aparece como resposta à necessidade de cortar custos e acelerar prazos de desenvolvimento, numa fase em que construtores chineses como a BYD ou a Leapmotor ameaçam ganhar vantagem nos segmentos de entrada. A partilha de plataformas e as sinergias ao nível da produção tornam-se, assim, determinantes para tornar viáveis modelos com preços abaixo dos 20 mil euros.

Segundo o diretor-financeiro do Grupo Renault, Duncan Minto, o novo modelo da Nissan irá partilhar cerca de 80% das peças com o Twingo.

O próprio Twingo contará com apenas 750 componentes no total, utilizará baterias LFP (fosfato de ferro-lítio) e adotará uma arquitetura altamente simplificada, pensada para acelerar o processo produtivo e reduzir os custos de fabrico.

Novo fôlego para a Aliança

A fábrica apontada para a produção é a unidade de Novo Mesto, na Eslovénia, reforçando a estratégia da Aliança de otimização da capacidade instalada. O desenvolvimento ficará a cargo da divisão Ampere, com o apoio de uma equipa de engenharia na China, ao abrigo do programa Leap 100, cujo objetivo é encurtar o ciclo de desenvolvimento para apenas 100 semanas.

Este novo citadino deverá assumir um papel central na nova estratégia da Nissan, como é referido em comunicado.

A marca tem atravessado um período difícil, desde uma quebra muito acentuada de lucros, passando pela tentativa falhada de uma fusão com a Honda, e culminando, mais recentemente, na entrada de um novo diretor-executivo, Ivan Espinosa.

Uma das metas já avançadas por Espinosa é reduzir o tempo de desenvolvimento de novos modelos para apenas 30 meses, e este citadino elétrico será um dos primeiros a beneficiar dessa mudança.

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