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Brown-out: o fenómeno que afecta cada vez mais trabalhadores

Homem a trabalhar num escritório moderno com auscultadores e caderno na secretária iluminada por luz natural.

Um fenómeno que está a afectar um número cada vez maior de trabalhadores.

Já se falava de burn-out e de bore-out, mas nem toda a gente conhece o brown-out. Por detrás deste termo em inglês está uma quebra de motivação causada pela perda de sentido no trabalho. A pessoa passa a encarar as suas tarefas como absurdas ou inúteis, o que pode levar a um afastamento total do ponto de vista profissional.

Brown-out: quando o trabalho deixa de fazer sentido

Segundo um estudo citado pelo Le Parisien, “28 % dos trabalhadores franceses dizem estar prontos para se demitir por falta de sentido no trabalho”. Neste cenário, não se trata propriamente de excesso de carga de trabalho nem de tédio.

Ouvido pelo jornal, Matthieu Poirot, psicólogo das organizações, doutorado em ciências de gestão e autor de “Pare de se esgotar. 90 dias para aprender a recuperação psicológica”, acrescenta:

Muitas empresas perseguem metas de desempenho ou de produção, mas nem sempre sustentam um projecto colectivo claro. Ora, para se empenharem, os trabalhadores precisam de perceber por que motivo trabalham. Precisamos de um imaginário comum que dê vontade de cooperar. Sem isso, o trabalho pode transformar-se numa sucessão de tarefas desligadas de um objectivo mais amplo.

Sinais de alerta: como o brown-out se manifesta

Uma trabalhadora entrevistada pelo diário contou o que viveu depois de terminar um projecto importante: “Uma manhã, comecei a chorar em frente ao meu computador. O que eu fazia já não fazia qualquer sentido para mim. Com o tempo, limitei-me a fazer o mínimo”.

De acordo com os especialistas citados no dossiê, a pessoa começa a notar uma descida da motivação e do entusiasmo e passa, cada vez mais, a questionar a utilidade de determinadas tarefas que lhe são atribuídas.

Como corrigir o rumo?

Perante este tipo de situação, que surge com mais frequência, as empresas tendem a responder caso a caso, de forma muito individualizada - e isso nem sempre resolve. O motivo, segundo Matthieu Poirot, é que o essencial passa por voltar a construir um projecto colectivo que envolva o colaborador e ofereça uma espécie de narrativa comum à qual se possa agarrar.

O que pode fazer a nível individual

No plano pessoal, e tal como a Challenges explicava recentemente, pode delegar algumas tarefas que lhe parecem sem sentido para voltar a concentrar-se no seu núcleo de funções, ou então identificar missões dentro da empresa que lhe pareçam ter maior impacto. Seja como for, é importante falar do tema com o seu manager, se sentir que é alguém de confiança, porque deixar a situação agravar-se nunca é construtivo.

Já conhecia este conceito e soa-lhe a algo familiar? Partilhe o seu testemunho nos comentários.

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