O presidente dos Estados Unidos afirmou, esta terça-feira, que Cuba "está a pedir ajuda" a Washington e que os dois países "vão falar", numa altura em que tem multiplicado ameaças dirigidas à ilha, incluindo a possibilidade de uma ofensiva militar.
Declarações de Donald Trump sobre Cuba
Numa mensagem divulgada nas redes sociais, Donald Trump escreveu: "Nenhum republicano alguma vez me falou sobre Cuba, que é um país falido e só vai numa direção: para baixo".
Pouco depois, acrescentou: "Cuba está a pedir ajuda, e nós vamos falar", sem detalhar o que está em causa, antes de iniciar uma visita oficial à China, onde prevê reunir-se com o presidente chinês, Xi Jinping.
Ameaça de "assumir o controlo" e referência a um porta-aviões
Trump voltou a mencionar a hipótese de os Estados Unidos "assumirem o controlo" de Cuba num futuro próximo. Chegou igualmente a sugerir uma eventual intervenção militar, após o fim de uma ofensiva contra o Irão, lançada em 28 de fevereiro em coordenação com Israel e relativamente à qual está atualmente em vigor um cessar-fogo.
O presidente norte-americano reiterou ainda a ameaça de "assumir o controlo" de Cuba, admitindo que um porta-aviões dos Estados Unidos pudesse fazer ali escala "no regresso do Irão".
Sanções dos Estados Unidos e reação de Havana
Em paralelo, os Estados Unidos voltaram a apertar as sanções contra a ilha, uma medida que Havana criticou.
Neste enquadramento, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou que estas medidas económicas "coercivas e ilegais" não "vão intimidar" as autoridades cubanas.
No início deste mês, Trump anunciou um novo reforço das sanções contra Cuba. Entretanto, foi organizado um desfile por ocasião do 1.º de Maio com o objetivo de "defender a pátria" e denunciar as ameaças de agressão militar norte-americana.
Embargo, bloqueio petrolífero e posições de Díaz-Canel
Trump considerou que a ilha comunista, situada a 150 quilómetros da costa da Florida (sudeste), continua a constituir "uma ameaça extraordinária" para a segurança nacional dos Estados Unidos.
Para além do embargo norte-americano em vigor desde 1962, Washington - que não esconde a intenção de ver uma mudança de regime em Havana - impõe desde janeiro um bloqueio petrolífero à ilha, tendo autorizado, desde então, apenas a chegada de um petroleiro russo.
Por seu lado, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou em meados de abril que o país estava preparado para enfrentar uma agressão militar dos Estados Unidos e reafirmou o caráter socialista do Estado cubano, por ocasião do 65.º aniversário da tentativa de invasão da Baía dos Porcos.
No fecho da mensagem, o presidente norte-americano escreveu: "Entretanto, parto para a China!".
Trump parte dos Estados Unidos para uma visita de dois dias a Pequim, tendo como pano de fundo a guerra no Médio Oriente e vários temas de tensão, entre os quais o comércio e Taiwan, assuntos que pretende abordar com Xi Jinping.
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