Com a chegada do MX-30 R-EV, a Mazda voltou a fabricar o motor rotativo Wankel e, entretanto, atingiu um número redondo: dois milhões de veículos produzidos com este motor.
Apresentado pela marca de Hiroshima em 1967, no Cosmo Sport, o motor rotativo Wankel - que recorre à rotação de um ou mais rotores triangulares (de Reuleaux) para gerar potência - ficou, desde cedo, intimamente ligado à Mazda.
A própria Mazda faz questão de sublinhar, com orgulho, que “foi o único construtor a produzir em massa veículos com motor rotativo”, durante vários anos.
O motor rotativo é uma vertente essencial da história da Mazda e representa o nosso espírito desafiante imparável.
Takeshi Mukai, diretor e administrador-delegado sénior da Mazda
Uma história com mais de 50 anos
O ponto de partida aconteceu em 1967, com o Mazda Cosmo Sport, e a partir daí o construtor japonês nunca deixou esta tecnologia de lado, trabalhando-a de forma contínua - tanto para extrair mais potência como para reforçar a eficiência e a durabilidade.
Ao longo do tempo, vários modelos surgiram equipados com motores rotativos, com especial destaque para o RX-7 e para o RX-8, que viria a ser o último Mazda a recorrer a um Wankel.
Importa lembrar que a marca japonesa terminou a produção do RX-8 em 2012 e permaneceu, até junho deste ano, sem qualquer modelo com motor rotativo na sua gama.
MX-30 R-EV é o «senhor» que se segue
Com o MX-30 R-EV, o Wankel regressa à Mazda, mas com um papel diferente: em vez de funcionar como propulsor, passa a atuar como gerador.
A missão agora é carregar a bateria de 17,8 kWh do MX-30 R-EV, que, por sua vez, alimenta o motor elétrico de 125 kW (170 cv) - o único responsável por assegurar a locomoção.
Nós fomos a Munique conduzir o Mazda MX-30 R-EV em primeira mão e contamos-vos tudo na ligação abaixo:
Wankel vitorioso em Le Mans
Entre os muitos momentos marcantes na história do Wankel, poucos serão tão emblemáticos como o triunfo do Mazda 787B na 59.ª edição das 24 Horas de Le Mans, em 1991.
Foi o primeiro e único automóvel com motor rotativo a vencer uma edição desta lendária corrida de resistência e, durante 27 anos (até 2018), manteve-se também como o único carro japonês a conquistar a prova francesa.
Com capacidade para debitar 900 cv de potência (embora, em corridas longas como as 24 Horas de Le Mans, estivesse limitado aos 700 cv) e para «gritar» até às 9000 rpm, o motor rotativo Wankel do 787B - com quatro rotores - permitia-lhe atingir 358 km/h de velocidade máxima.
Ainda assim, o mais relevante foi ter dado à Mazda a oportunidade de demonstrar que esta solução tinha a robustez necessária: afinal, aguentou 24 horas seguidas de competição em Le Mans, considerada por muitos a corrida mais exigente do mundo.
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