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USMC e um caça de sexta geração: possível adesão aos programas F-47 e F/A-XX

Piloto militar observa holograma de caça F-47 no convés de um porta-aviões ao pôr do sol.

USMC e o caça de sexta geração após 2041

Enquanto a Força Aérea dos Estados Unidos avança com o F-47 e a Marinha, ainda que a um ritmo mais contido, faz o mesmo com o F/A-XX, o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (USMC) poderá vir a associar-se a estas forças na criação de um novo caça de sexta geração. O processo estaria, por agora, numa fase essencialmente conceptual e dependeria de decisões futuras dentro do Departamento da Defesa. Ainda assim, o movimento enquadrar-se-ia nos programas já em marcha na USAF e na US Navy, apontando para uma linha de coordenação entre ramos, embora não necessariamente para um esforço totalmente unificado.

De acordo com o Plano de Aviação 2026 do USMC, a organização terá começado a estudar a integração de um caça de sexta geração para o período posterior a 2041. O tenente-general William Swan, subcomandante da aviação do USMC, referiu que as conversas iniciais já terão ocorrido e que o desenho final poderá aproximar-se do conceito que a Marinha desenvolve no âmbito do F/A-XX, uma vez que os Marines operam a partir de porta-aviões e integram o Departamento da Marinha.

“Penso que, neste momento, se tivesse de dizer: “Com o que é que isto vai parecer?”, penso que vai parecer muito mais com o que a Marinha está a fazer”, afirmou Swan.

Ainda assim, Swan sublinhou que o Corpo de Fuzileiros Navais não procuraria, obrigatoriamente, um caça de desempenho extremo comparável ao que está a ser desenvolvido pela Força Aérea, mas antes uma plataforma que complemente as capacidades actuais de quinta geração.

Prioridade ao F-35 Block 4 antes da nova geração

Nesse sentido, Swan defendeu que o USMC dará prioridade a consolidar uma frota completa de caças F-35 no padrão Block 4 antes de avançar para uma geração seguinte - um percurso que poderá prolongar-se por cerca de uma década. Indicou também que a decisão sobre um eventual caça de sexta geração poderá ser adiada entre cinco e dez anos; durante esse intervalo, os Marines acompanhariam tanto a evolução das ameaças como o progresso dos programas da USAF e da Marinha.

Estado dos programas F-47 e F/A-XX

Por seu lado, o desenvolvimento do caça F-47 da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) também enfrentaria desafios ao nível de prazos e execução. Segundo declarações do congressista Rob Wittman, o aparelho não estaria pronto antes de 2030, o que obrigaria a USAF a prolongar a vida operacional dos seus caças F-22 como solução intermédia. Embora o objectivo oficial seja dispor de protótipos para ensaios de voo por volta de 2028, analistas consideram esse calendário potencialmente demasiado ambicioso, tendo em conta precedentes como o programa F-35.

Em paralelo, o programa F/A-XX da Marinha dos Estados Unidos estaria numa fase ainda menos madura, com atrasos face ao planeamento inicial e com potenciais contratantes - como a Boeing e a Northrop Grumman - sob avaliação. Apesar destes constrangimentos, o orçamento da defesa para o ano fiscal de 2026 incluiria cerca de 900 milhões de dólares destinados a esta iniciativa, com o objectivo de avançar com a adjudicação do contrato de desenvolvimento e alcançar uma capacidade operacional inicial num horizonte acelerado.

Limitações industriais e opções complementares

Já foram levantadas dúvidas, incluindo pela Casa Branca, sobre a capacidade da indústria aeronáutica norte-americana para desenvolver, em simultâneo, vários caças de sexta geração, o que terá introduzido incerteza quanto à viabilidade de manter estes programas em paralelo. Neste contexto, o Pentágono estaria também a considerar complementar estas plataformas com aeronaves de combate não tripuladas colaborativas e com sistemas de ataque de longo alcance, compondo uma abordagem mais abrangente para a aviação de combate do futuro.

Assim, a eventual entrada do Corpo de Fuzileiros Navais num programa de caça de sexta geração surge como um passo lógico dentro da estrutura conjunta dos Estados Unidos, embora condicionada por factores orçamentais, industriais e estratégicos. A decisão final dependerá do grau de maturidade dos programas existentes e da avaliação do ambiente operacional nos próximos anos.

Imagens ilustrativas do F/A-XX e do F-47.

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