A quebra na procura por veículos elétricos - tanto na Europa como noutros mercados - tem levado vários fabricantes a reverem os seus calendários de eletrificação, incluindo o Grupo Volkswagen.
No caso do grupo alemão, o plano inicialmente traçado para erguer seis fábricas de baterias na Europa ficou suspenso por tempo indeterminado.
Em declarações ao jornal Frankfurter Allgemeine, Thomas Schmall (diretor de tecnologia do Grupo Volkswagen) explicou que “a expansão das fábricas vai depender da maneira como o mercado de elétricos se desenvolve“.
Plano europeu do Grupo Volkswagen para fábricas de baterias
O plano original do Grupo Volkswagen, apresentado em 2021, apontava para a entrada em funcionamento de seis fábricas de baterias na Europa até 2030. Com isso, o objetivo era garantir uma capacidade anual total de 240 GWh, com cada unidade a contribuir com 40 GWh por ano.
Ainda assim, das seis unidades previstas, apenas duas receberam autorização para avançar: uma em Salzgitter, na Alemanha, com produção programada para arrancar no próximo ano, e outra em Valência (Espanha), com inauguração apontada para 2026. Já a terceira, em Skellefteå (Suécia), está a produzir desde 2023, tendo sido alvo apenas de uma atualização.
Os primeiros indícios de travagem ao plano inicial surgiram no ano passado, quando o Grupo Volkswagen comunicou a «suspensão» por tempo indeterminado da construção da sua quarta fábrica, prevista para a Europa de Leste.
Menos fábricas, produção otimizada
Para lá das seis fábricas planeadas para a Europa, o grupo alemão também tinha intenções na América do Norte. Desses projetos, mantém-se a construção de uma fábrica de baterias na região de Ontário, no Canadá.
De acordo com Thomas Schmall, o Grupo Volkswagen está a “redistribuir as suas capacidades de produção e a construir menos fábricas de baterias, apostando numa fábrica maior no Canadá.”
Quando as três novas unidades (Salzgitter, Valência e Ontário) estiverem concluídas e em operação, Schmall refere que a capacidade conjunta poderá atingir 170 GWh. Ainda assim, a fasquia inicial não foi abandonada: continua a existir margem para aumentar a escala nas instalações de Espanha e do Canadá, caso o mercado o justifique.
“Eu ainda não sei se a expansão da capacidade em Espanha e no Canadá vai acontecer. Mas é certamente viável nos seis anos que faltam até 2030.”
Thomas Schmall, CTO do Grupo VW
Em Salzgitter, uma eventual expansão será mais difícil de executar, devido a restrições de espaço.
Atualização tecnológica
Para além do número de fábricas e da capacidade produtiva, permanece em aberto a questão sobre que tipo de baterias poderão vir a ser fabricadas em Salzgitter. Ainda assim, Schmall recusou comentar este ponto. O responsável máximo pela tecnologia limitou-se a indicar que, ainda durante esta década, será iniciado o fabrico de baterias de estado sólido.
Coincidência ou não, vale a pena recordar que, em julho, o Grupo Volkswagen assinou um acordo com a QuantumScape para a produção deste tipo de baterias.
Fonte: Automotive News Europe
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