Diz-se muitas vezes que o dinheiro compra tudo. Ainda assim, há coisas que nem o orçamento mais ilimitado consegue assegurar. O sucessor direto do LaFerrari - de nome de código F250 -, cuja revelação está prevista para este ano, é um bom exemplo.
À sua maneira, é a Ferrari que decide quem pode tornar-se proprietário dos seus modelos mais exclusivos. Regra geral, a marca do cavalinho empinado privilegia os clientes mais leais, garantindo assim que as vagas de compra não passam para terceiros e que não há especulação com o valor.
David Lee, que ao longo dos anos se tornou um dos colecionadores de automóveis (em particular de Ferrari) mais mediáticos do mundo, foi um dos escolhidos para poder comprar o próximo hipercarro de Maranello. E não deixou de assinalar o momento na sua conta de Instagram.
Um convite impossível de recusar
Dentro do universo Ferrari, há cinco modelos que, em conjunto, formam uma das coleções mais cobiçadas da indústria. É o que costuma ser apelidado de Os Cinco Grandes da Ferrari, um grupo muito particular que reúne - como o nome indica - cinco referências: 288 GTO, F40, F50, Enzo e LaFerrari.
Em breve, este “clube” deverá aumentar com o sucessor do LaFerrari, que Lee trata por F80 por ser o modelo que levará a marca italiana até ao seu 80.º aniversário, a celebrar daqui a três anos, em 2027.
Sem grande surpresa, David Lee - que já tem estes cinco modelos na garagem - foi um dos eleitos a receber, em casa, uma caixa especial com parte da chave do F250, um convite para a apresentação do modelo, em outubro deste ano, e, mais relevante ainda, a confirmação de que está entre os selecionados com possibilidade de adquirir o automóvel.
Como é óbvio, é o tipo de convite a que poucos conseguem dizer não. E é precisamente graças a práticas deste género que, muitas vezes, quando estes Ferrari especiais e de produção limitada são mostrados ao público, a produção já está esgotada. Os clientes “da casa” passam sempre à frente.
O que esperar?
Ainda não é conhecido o número de unidades que serão fabricadas, mas, olhando para o historial da Ferrari, é razoável antecipar que falaremos de apenas algumas centenas.
Basta recordar os números: foram produzidas 272 unidades do 288 GTO, 1311 exemplares do F40, 349 do F50, 399 do Enzo e 499 (mais uma, que não estava prevista) do LaFerrari.
Quanto a este hipercarro, a informação continua a ser escassa. Tudo aponta para que recorra a uma solução híbrida, à semelhança do LaFerrari, embora, ao contrário deste, se especule que não deverá usar o emblemático V12.
Em alternativa, poderá surgir um V6 biturbo (provavelmente com base no V6 do 296 GTB), apoiado por três motores elétricos, alimentados por uma bateria de iões de lítio.
O resultado esperado deste «casamento» é uma potência máxima combinada superior a 1000 cv (o LaFerrari declarava «apenas» 963 cv), uma aceleração dos 0 aos 100 km/h bem abaixo dos 3s e uma velocidade máxima acima dos 330 km/h.
Já o vimos!
A estreia pública, como referimos acima, está marcada para o próximo mês de outubro, mas o programa de testes em andamento já soma bastante tempo.
Aliás, ainda há pouco nos cruzámos com um protótipo de testes do Ferrari F250 no circuito de Balocco (Itália), durante a apresentação dinâmica do novo Alfa Romeo Junior Veloce. Ora veja:
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