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Caixa negra (Event Data Recorder) torna-se obrigatória nos automóveis novos na UE

Carro elétrico cinzento futurista em exposição numa sala moderna com ecrã digital ao fundo.

Desde 7 de julho, todos os automóveis novos vendidos na União Europeia (UE) têm de cumprir um novo pacote de regras de segurança. Entre as novidades está a introdução de equipamento adicional - incluindo aquilo a que muitos já chamam, informalmente, “caixa negra”.

Apesar do nome ter pegado, “caixa negra” não é a designação oficial. O sistema chama-se Event Data Recorder (aparelho de registo de eventos) e a comparação com as caixas negras da aviação surge porque a finalidade é semelhante: ajudar a perceber o que aconteceu.

Na aviação, a caixa negra é um componente físico e, curiosamente, não é preta: é laranja, precisamente para ser mais fácil de localizar. Nos automóveis, porém, o conceito é diferente - como é explicado no episódio mais recente (n.º 66) do Auto Rádio, um podcast da Razão Automóvel com o apoio do PiscaPisca.pt.

Caixa negra controversa

A chegada deste novo equipamento tem gerado discussão, sobretudo por causa do tipo de dados que poderá ficar registado.

O que é a caixa negra (Event Data Recorder) nos automóveis

Se já viu o vídeo referido acima, então sabe que, nos carros, a “caixa negra” é essencialmente um software. Este programa recebe informação de vários dispositivos e sensores do veículo e consegue guardar parâmetros e dados críticos associados a uma colisão - antes, durante e após o evento.

Para que servem os dados registados

A ideia é simples: perceber com precisão o que o veículo estava a fazer nesses momentos (por exemplo, se estava a travar, a virar, etc.). Assim, as autoridades passam a ter elementos que ajudam a reconstruir o sinistro da forma mais rigorosa possível.

Fica o convite para ver o episódio completo do Auto Rádio, onde é explicado com mais detalhe o que esta “caixa” regista e onde são abordadas outras dúvidas. Entre elas: quem pode aceder aos dados guardados e se isto pode, ou não, influenciar o prémio dos seguros. É mais um episódio a não perder.

Mais sistemas de segurança

A UE definiu objetivos exigentes para reduzir a sinistralidade rodoviária. A meta passa por chegar o mais perto possível de zero mortes nas estradas europeias até 2050 - e estes novos regulamentos representam mais um passo nesse caminho.

Quando é que as novas regras passam a aplicar-se

As medidas começaram a ser aplicadas em julho de 2022, mas apenas para os novos modelos lançados a partir dessa altura. Agora, a exigência é mais ampla: todos os automóveis novos colocados à venda na UE têm de respeitar os novos regulamentos.

A “caixa negra” é apenas um dos vários equipamentos de segurança aprovados pela UE. Para além destes sistemas - na sua maioria ADAS (Sistemas Avançados de Assistência à Condução) - foram também introduzidos testes de colisão mais rigorosos.

  • Travagem de emergência autónoma;
  • Pré-instalação de alcoolímetro com bloqueio de ignição;
  • Detetor de sonolência e distração;
  • Sistema de paragem de emergência;
  • Atualização do teste de colisão frontal (toda a largura do veículo) e cintos de segurança melhorados;
  • Zona de impacto da cabeça alargada para peões e ciclistas, e vidro de segurança;
  • Assistente inteligente de velocidade;
  • Assistente de manutenção na faixa de rodagem;
  • Proteção dos ocupantes - impactos contra poste;
  • Câmara traseira ou sistema de deteção.

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