Saltar para o conteúdo

Dacia Bigster no segmento C: chegam mais dois modelos e mantém-se a hipótese de um citadino

Carro SUV verde com tejadilho castanho em exposição em sala moderna com espelho e luzes brancas.

O Bigster, com que a Dacia quer começar a ganhar espaço no segmento C (familiares compactos), é o grande destaque da marca no Salão de Paris - mas não é o único sinal da ofensiva que aí vem.

Além do novo SUV, que o Miguel Dias já teve ocasião de ver de perto, a entrada da Dacia no segmento C não vai ficar por aqui: a marca prepara mais dois modelos para chegarem ao mercado ao longo dos próximos dois anos.

Perante os jornalistas no Salão, Denis Le Vot, diretor-executivo da Dacia, evitou entrar em detalhes sobre as novidades, limitando-se a dizer que serão “carroçarias diferentes, nomes diferentes, tudo diferente” face ao que a marca vende hoje. “Vocês podem imaginar, vocês podem adivinhar. Daqui a uns tempos falamos”, acrescentou Le Vot.

O que aí vem?

Por agora, as certezas são reduzidas. Para lá do número de lançamentos, sabe-se que estes modelos vão recorrer à mesma plataforma do Bigster - a CMF-B - já usada noutros Dacia e também em vários Renault. Isso abre a porta a que tragam versões híbridas e, possivelmente, também elétricas.

Plataforma CMF-B e opções de motorizações

O facto de partilharem a CMF-B com o Bigster aponta para uma base técnica conhecida dentro do Grupo Renault, o que, em teoria, facilita a inclusão de motorizações eletrificadas na nova vaga de produtos que a Dacia quer colocar no segmento C.

Uma carrinha no segmento C? A hipótese fica no ar

Depois de alguma insistência por parte dos jornalistas, que perguntaram ao responsável da marca se um dos futuros modelos poderá ser uma carrinha, Denis Le Vot não fechou a porta: “excelente ideia. Fantástico. Porque não?”, deixando o tema em aberto.

Entretanto, David Durand, diretor de design, ajudou a alimentar a especulação ao dizer à Autocar que “podem esperar uma coisa diferente” do próximo modelo - um projeto cujo desenho já está fechado e validado, seguindo agora para a equipa de produção.

Com o primeiro destes dois lançamentos a estar, sensivelmente, a cerca de um ano de distância, é provável que surjam mais dados em breve. Até lá, a Dacia prefere não amarrar publicamente as suas escolhas.

“Sim, este modelo está pronto, mas nós estamos a trabalhar em muitos outros projetos. Estamos a tentar ter uma gama coerente com um bom produto e uma boa posição.”

David Durand, Diretor de design da marca

Só segmento C?

Mesmo com a expansão para cima, rumo ao segmento C, a Dacia não afasta um movimento no sentido contrário, explorando também o patamar mais baixo do mercado: o dos citadinos (segmento A).

“O investimento no segmento C não significa que não estejamos à procura de algo mais pequeno.”

Denis Le Vot, CEO da Dacia

Dacia Spring, tarifas e um possível citadino com base no futuro Renault Twingo

Convém lembrar que a Dacia já marca presença nesse segmento com o elétrico Spring. Ainda assim, Le Vot deixou no ar a viabilidade de um citadino produzido a partir do futuro Renault Twingo.

A razão passa pela origem do Spring: por ser fabricado na China, a sua rentabilidade na Europa sofre com as tarifas adicionais aplicadas aos elétricos provenientes daquele país. No caso do Dacia Spring, está em causa uma tarifa adicional de 20,7%.

Também não parece estar nos planos transferir a produção do Spring para a Europa. Para Le Vot, “pode ser algo difícil de concretizar”, devido às logísticas envolvidas.

Perante este cenário, desenvolver e fabricar na Europa um sucessor do Spring surge como a solução mais evidente. E, nessa lógica, faz sentido recorrer à plataforma Ampr Small, que está destinada ao futuro Twingo.

“Estamos todos juntos, não há nada que não partilhemos”.

Denis Le Vot, CEO da Dacia

O que o diretor-executivo afasta com mais clareza é a ideia de um citadino a combustão, abaixo do Sandero (segmento B): “a equação de um carro de segmento A não é propriamente compatível com motorizações térmicas”.

E, entre os cenários ainda possíveis, Le Vot deixou mais um: a hipótese de a Dacia vir a criar a sua própria interpretação do Duo, o quadriciclo elétrico biplace da Mobilize, marca que também integra o Grupo Renault.

Fonte: Autocar

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário