Saltar para o conteúdo

Volkswagen: Oliver Blume diz que os problemas são estruturais e a solução passa por cortar custos

Carro elétrico desportivo prateado Volkswagen VW Future em exposição num espaço interior moderno.

A Volkswagen atravessa um ano particularmente turbulento, com obstáculos em várias frentes. Ainda assim, de acordo com declarações recentes do diretor executivo da marca, Oliver Blume, as dificuldades atuais não surgiram agora.

Resultados e margens da Volkswagen em 2024

No último trimestre, os lucros após impostos recuaram 63,7%. Apesar de, nos primeiros nove meses do ano, as vendas globais terem registado um ligeiro crescimento, a margem operacional caiu para 2,1% (3,4% em 2023), o nível mais baixo desde a pandemia. A meta definida passava por ultrapassar os 6% em 2026.

Segundo o que o CEO da VW disse ao jornal alemão Bild am Sonntag, o cenário atual decorre de “problemas estruturais com décadas de existência”. Blume apontou a necessidade de intervir nos custos de desenvolvimento e de vendas, bem como noutras áreas, caso pretendam manter o ritmo face aos rivais. “O objetivo de ajustar custos e capacidade de produção já foi definido”, afirmou.

A solução? Cortar custos

A Volkswagen tem reiterado que é essencial reduzir custos - com a meta de um corte de quatro mil milhões de euros - apresentando este caminho como indispensável para recuperar competitividade e lidar com os vários desafios que enfrenta.

Na prática, estão a ser equacionadas medidas como o encerramento de três fábricas na Alemanha e uma redução salarial de 10%, entre outras. Opções que foram mal recebidas pelos trabalhadores, que, desde o início das conversações, têm mantido uma postura firme nas suas reivindicações.

O responsável pelos recursos humanos do Grupo, Gunnar Kilian, voltou a sublinhar que os trabalhadores têm de estar disponíveis para aceitar cortes salariais, para que a empresa possa “arregaçar as mangas e abordar a reestruturação rapidamente”.

“O custo da mão-de-obra na Alemanha, por exemplo, é mais do que o dobro da média de outros locais na Europa onde operamos.”

Oliver Blume, CEO Volkswagen

Blume manteve-se inflexível quanto aos cortes salariais, dizendo apenas estar disposto a alterar a forma de lá chegar. Está prevista uma nova ronda de negociações com a Comissão de Trabalhadores no dia 21 de novembro.

Verbas reservadas e incerteza sobre o fecho de fábricas

O jornal Bild acrescenta que a Volkswagen já colocou de lado 900 milhões de euros para executar as medidas de redução de custos. Quanto ao encerramento de fábricas, continua a não haver uma resposta definitiva.

Fonte: Bild

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário