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Contratos de petróleo sobem mais de 3% após Trump rejeitar resposta do Irão

Homem a analisar gráficos de bolsa e mapas políticos em dois ecrãs num escritório moderno.

Os contratos para entrega de petróleo avançaram mais de 3% depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter recusado a resposta do Irão à mais recente proposta norte-americana destinada a pôr termo ao conflito.

Contratos futuros de petróleo sobem com a escalada de tensão

Na noite de domingo, os contratos futuros do crude West Texas Intermediate (WTI) - referência nos Estados Unidos - valorizavam 3,24% face ao fecho de sexta-feira, situando-se nos 98,51 dólares (83,73 euros) por barril. Também o Brent, referência europeia, registava uma subida de 3,24%, para 104,57 dólares (88,89 euros).

A expectativa de que as tensões geopolíticas no Médio Oriente se mantenham pressionou o mercado petrolífero em alta, ao mesmo tempo que os futuros ligados ao mercado acionista apontavam no sentido contrário.

Bolsas dos EUA em baixa nas negociações pré-mercado

Antes da abertura do mercado, o índice Dow Jones Industrial Average, em Nova Iorque, recuava 0,26%. O S&P 500 descia 0,22% e o Nasdaq cedia 0,1%.

Trump rejeita resposta do Irão e intensifica acusações

No domingo, Donald Trump afirmou ter rejeitado a resposta do Irão à mais recente proposta dos Estados Unidos para terminar a guerra, numa publicação na sua plataforma Truth Social.

"Acabei de ler a resposta dos chamados "representantes" do Irão. Não gosto nada. É TOTALMENTE INACEITÁVEL! Agradeço a vossa atenção a este assunto", escreveu na rede social, sem acrescentar mais detalhes sobre os motivos da recusa.

Tal como faz frequentemente para dar ênfase, o chefe de Estado norte-americano voltou a escrever parte da mensagem em letras maiúsculas.

Numa outra publicação, partilhada duas horas antes, Trump acusou o Irão de se "rir dos EUA há décadas" e garantiu que essa situação não continuará por muito mais tempo.

O Presidente norte-americano criticou ainda os anteriores presidentes democratas Barack Obama e Joe Biden, acusando-os de terem apoiado e beneficiado economicamente o Irão.

Propostas e negociações: 14 pontos e um impasse

As propostas apresentadas pelos Estados Unidos surgiram como resposta a uma proposta anterior, com 14 pontos, entregue pelo Irão na semana passada.

Teerão tinha defendido, anteriormente, que as conversações deveriam concentrar-se, numa primeira fase, num acordo de paz e no fim do bloqueio no estreito de Ormuz, deixando para mais tarde qualquer negociação sobre o seu programa nuclear.

Cessar-fogo e bloqueio do estreito de Ormuz

Desde 8 de abril que está em vigor um cessar-fogo mediado pelo Paquistão, após os Estados Unidos e Israel terem iniciado ataques contra o Irão em 28 de fevereiro.

Em retaliação, Teerão avançou com o bloqueio do estreito de Ormuz - por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo - e com ataques a vários países do Golfo Pérsico.

Irão e Estados Unidos realizaram uma reunião de alto nível em Islamabade nos dias 11 e 12 de abril, mas não conseguiram alcançar um acordo para encerrar o conflito. Desde então, também não obtiveram consenso para retomar as conversações, embora ambas as partes tenham continuado a trocar mensagens e propostas.

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