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CALB quer fábrica de baterias de iões de lítio em Sines com investimento de 2060 milhões de euros

Engenheira com capacete e colete reflete sobre projeto de carregamento elétrico junto a indústria costeira.

A China Aviation Lithium Battery Technology (CALB) está a promover um projeto para instalar uma fábrica de baterias de iões de lítio em Sines (distrito de Setúbal), que, por indicação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), se encontra em consulta pública até 29 de fevereiro.

Detalhes do investimento e cronograma em Sines

Segundo o Jornal Económico, trata-se de uma operação com um investimento a rondar os 2060 milhões de euros, com previsão de criação de 1800 postos de trabalho diretos.

A empresa aponta como meta arrancar com a produção até ao final de 2025, procurando dar resposta à elevada procura por parte dos seus clientes, em especial os ligados ao setor automóvel.

Capacidade prevista e expansão para 2028

O parque industrial ficará instalado num terreno com 45 hectares na Zona Industrial e Logística de Sines e terá uma capacidade de 15 gigawatts-hora (GWh), o que corresponde a 38,6 milhões de células por ano.

Ainda assim, de acordo com o Jornal Económico, essa capacidade poderá ser reforçada mais tarde: numa segunda fase, em 2028, está prevista a expansão das instalações e o aumento da capacidade de 15 GWh para os 45 GWh.

Importa recordar que, em novembro de 2022, a Lusa noticiou que este projeto poderá vir a representar mais de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional quando estiver em funcionamento.

Qual o impacto ambiental?

De acordo com a CALB, citada pelo Jornal Económico, a produção de baterias de lítio “contribuirá para a transição energética global e para o desenvolvimento da cadeia de valor europeia das baterias, sendo muito relevante para o desenvolvimento do PIB Nacional e Europeu”.

O promotor acrescenta ainda que “embora se evidenciem efeitos desfavoráveis, mitigáveis e classificados geralmente como pouco significativos, após implementação de medidas de minimização, e com relevância à escala local, por outro lado, verificam-se também vários efeitos positivos”.

Assinale-se os efeitos positivos socioeconómicos associados, na fase de construção, à utilização de mão de obra local e à atração de trabalhadores para o local da obra, e na fase de exploração, à criação de riqueza, dinamismo económico e promoção de emprego.

  • CALB

No capítulo ambiental, a empresa chinesa, também citada pelo Jornal Económico, salienta “alguns efeitos negativos significativos, como a eliminação da vegetação para a construção da fábrica, o potencial aumento da pressão nos Recursos Hídricos (consumo) e a potencial pressão imobiliária prevista na fase de exploração”.

Ainda assim, a CALB garante que “estes aspetos serão devidamente geridos e monitorizados durante a implementação do projeto”.

Fonte: Jornal Económico

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