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Equipamento da SMIC no Irão poderá ter sido usado em vários sistemas electrónicos

Caixa metálica aberta com equipamento tecnológico e pessoa a verificar documentos numa prancheta.

Equipamento fornecido pela SMIC ao Irão poderá ter sido utilizado numa vasta gama de sistemas electrónicos

A maior fabricante chinesa de semicondutores, a Semiconductor Manufacturing International Corp. (SMIC), poderá ter enviado para o Irão equipamento destinado ao fabrico de chips. A informação é avançada pela Reuters, com base em declarações de dois altos responsáveis da Administração de Donald Trump.

Cronologia das alegadas entregas e possível apoio técnico

Segundo as fontes citadas pela agência, os fornecimentos terão começado há cerca de um ano e, ao que tudo indica, poderão manter-se até ao momento. Um dos interlocutores da Reuters afirmou que a cooperação quase de certeza incluiu formação técnica em tecnologias de semicondutores da SMIC.

De forma oficial, não é especificado se o equipamento seria de origem norte-americana. Esse pormenor é determinante, uma vez que a exportação para o Irão de tecnologia desse tipo poderia violar as restrições de sanções já em vigor que envolvem a SMIC.

Destino no complexo militar-industrial e usos possíveis

De acordo com a Reuters, o equipamento terá sido encaminhado para o complexo militar-industrial do Irão e, em teoria, pode ser usado para produzir uma grande variedade de sistemas electrónicos nos quais sejam necessários microcircuitos.

A agência acrescenta que as alegadas entregas começaram alguns meses antes do agravamento do conflito, iniciado a 28 de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel.

Sanções e restrições comerciais sobre a SMIC

A SMIC está sujeita a restrições comerciais dos Estados Unidos desde 2020. Na altura, Washington colocou a empresa em listas de sanções, apontando para alegadas ligações a estruturas militares chinesas - acusações que a empresa já tinha negado.

As limitações foram ainda reforçadas em 2024, depois de notícias de que a SMIC teria produzido para o Huawei Mate 60 Pro uma plataforma de 7 nanómetros. Em 2025, também Taiwan aumentou a pressão: a empresa, juntamente com a Huawei, foi incluída numa lista de entidades com acesso limitado a produtos de alta tecnologia de origem taiwanesa considerados estrategicamente importantes.

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