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Primeiro contacto com o novo Opel Grandland

SUV cinzento Opel Grandland 2025 estacionado em interior com carrinhos de bebé ao fundo.

O melhor sítio para conhecer, pela primeira vez, um modelo novo da Opel costuma ser a fábrica de Rüsselsheim, berço de alguns dos automóveis mais marcantes da marca. Ainda assim, o novo Opel Grandland não é um desses casos.

Embora este novo SUV do emblema do Blitz tenha sido inteiramente pensado e desenvolvido em Rüsselsheim, a produção em série acontece a cerca de 200 km dali, em Eisenach. É nesta cidade alemã que se encontra uma das unidades mais importantes da Opel, recentemente alvo de um investimento na ordem dos 130 milhões de euros.

O montante é significativo e contempla as adaptações indispensáveis para fabricar o novo Opel Grandland, o primeiro modelo da marca assente na plataforma STLA Medium da Stellantis. Além disso, em Eisenach passam também a ser produzidas todas as baterias destinadas aos veículos que saem desta fábrica.

Por tudo isto, o Opel Grandland assume um peso estratégico evidente para a Opel - algo que se nota tanto na modernização da linha de montagem como na evolução do design, agora mais atual e trabalhado, do maior SUV da marca.

Estilo mais sofisticado

Depois da estreia do Opel Vizor - a linguagem visual que passou a identificar os modelos da Opel -, o Opel Grandland surge como um dos primeiros a integrar esta assinatura desde a fase inicial de desenvolvimento. Na frente, a moldura horizontal em preto ganha protagonismo: o logótipo ao centro passa a ser iluminado e integra um conjunto tridimensional, complementado por uma faixa em LED que atravessa toda a largura.

Atrás, o Opel Vizor também marca presença, novamente com uma barra horizontal em LED. No entanto, no centro já não encontramos o Blitz estilizado que acompanha a Opel há quase 95 anos - numa história que soma 125 recheados aniversários -, mas sim as quatro letras do nome da marca. Tal como na dianteira, fazem parte de uma estrutura tridimensional e são igualmente iluminadas.

Para sublinhar a imagem mais contemporânea do Grandland, a Opel optou ainda por eliminar cromados e frisos supérfluos. A designação do modelo na tampa da bagageira surge agora gravada em relevo na própria chapa, enquanto as molduras das janelas adotam um traço mais limpo e contínuo.

Em modo família

No interior, o destaque principal vai para o grande ecrã tátil central de 16”, posicionado no centro do tabliê. Ao volante, a ergonomia é bem conseguida e os bancos - com certificação AGR ao nível da ergonomia - garantem bom apoio e um nível de conforto convincente.

Sendo um SUV orientado para a família, o espaço a bordo é, naturalmente, um tema central. Sentámo-nos na segunda fila e a conclusão é clara: o Opel Grandland acomoda cinco ocupantes sem dificuldade. Quer a altura disponível, quer a folga para as pernas, são mais do que suficientes. Na bagageira, há 550 litros de capacidade, num compartimento com mais de um metro de largura.

De um modo geral, o que mais ficou deste primeiro contacto com o Opel Grandland foi o cuidado aplicado pela marca no isolamento acústico do habitáculo. Com isso, a maioria dos ruídos indesejados fica no exterior e não se notam ruídos parasitas. Ao conduzir a versão 100% elétrica, em bom piso, a sensação é de silêncio dominante.

Ao volante do Grandland

A versão que conduzimos durante mais tempo foi a Hybrid, com forte potencial para o nosso mercado. Apesar da designação, trata-se, na prática, de um mild-hybrid 48 V.

Este conjunto, já utilizado noutros modelos da Stellantis, junta um motor turbo a gasolina de três cilindros com 1,2 l e 136 cv a um motor elétrico de 29 cv. Aqui não faz sentido somar números: a potência máxima indicada é de 136 cv.

Mesmo sendo um mild-hybrid, este sistema já permite soluções mais evoluídas. Um exemplo é a capacidade de a componente elétrica manter o automóvel em movimento durante algum tempo em piso plano, algo que não é habitual noutros sistemas semelhantes.

Como seria de esperar, o efeito prático traduz-se em consumos médios mais contidos para este novo SUV da Opel. Ainda assim, para o avaliarmos como deve ser, será necessário um ensaio mais longo e detalhado, em estradas e percursos que conhecemos melhor. Este primeiro contacto foi curto demais para retirar conclusões finais.

Versões já disponíveis

Os valores do novo Opel Grandland já tinham sido divulgados há alguns dias. Ainda assim, nem todas as versões chegam ao mercado em simultâneo.

Já disponível para encomenda, o Grandland Hybrid tem um preço base de 36 100 euros no nível de equipamento Edition, o mais acessível. No patamar GS, mais bem equipado, o valor de entrada passa para 39 800 euros.

A grande novidade desta geração é a chegada de uma alternativa 100% elétrica, que também já pode ser encomendada. Inclui um motor (dianteiro) de 157 kW (214 cv) e uma bateria de 82 kWh. A autonomia máxima anunciada é de até 583 km (WLTP), com médias de consumo de 17,8 kWh/100 km (WLTP). Para já, é proposta apenas no nível GS, com preço de entrada de 49 850 euros.

A oferta vai alargar-se, estando previstas mais versões para o outono de 2025. O Grandland Electric poderá ser configurado com duas outras baterias: 73 kWh e 97 kWh. A primeira permitirá um preço mais baixo em 1100 euros, ao passo que a segunda deverá aumentar a autonomia até aos 700 km.

Também agendado para o outono de 2025, uma das maiores estreias será o Opel Grandland Plug-in Hybrid, com autonomia máxima em modo 100% elétrico de 87 km (WLTP). Este sistema combina um motor a gasolina sobrealimentado com 150 cv e um motor elétrico com 125 cv. A potência combinada é de 195 cv.

Em matéria de preços, os valores ainda podem sofrer alterações, mas a Opel aponta, para o Grandland Plug-in Hybrid, um preço de entrada de 43 850 euros para a versão Edition e de 47 550 euros para o mais equipado GS.

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