Sabemos bem como é: nós também estamos a riscar os dias no calendário à espera do Porsche 911 GT3 RS renovado - e, por enquanto, continua sem existir uma data oficial. Até lá, e enquanto ainda digerimos as novidades do GT3, dá para ir alimentando a nossa lista de Natal imaginária com este Porsche 911 GT3 RS preparado pela Manthey.
Se gostam, ou não, do visual final que este kit impõe ao GT3 RS, isso é o menos importante para a Manthey. Tudo o que aparece nas imagens foi desenhado por um túnel de vento. E os túneis de vento não têm emoções - tal como, depois do que fizeram à identidade da marca, os responsáveis da Jaguar também não parecem ter.
A ideia que orientou a Manthey foi simples e única: extrair o máximo possível do 911 mais extremo que o dinheiro consegue comprar. Portanto, se a vossa prioridade não é baixar tempos e ir mais depressa, podem parar já e seguir para outro artigo.
Domesticar o vento
Ainda bem que continuam por aqui - é sinal de que falamos a mesma língua. Então, o que fez a Manthey? Para começar, eliminou o vidro da traseira do 911 GT3 RS. No lugar da janela passa a existir um painel em carbono 25% mais leve, que serve de base a uma “barbatana” inspirada no Porsche 963 do WEC.
Além disso, foram acrescentados mais seis apêndices no topo do tejadilho, com a missão de guiar o ar quente que chega da dianteira na direcção da asa traseira - de dimensões, no mínimo, grotescas. O propósito é claro: criar quantidades massivas de downforce.
Em paralelo, o extrator também foi revisto e aumentado, reforçando ainda mais o efeito “solo” que este elemento já proporcionava. O resultado não deixa margem para dúvidas: uma tonelada de downforce aos 285 km/h.
E como nem tudo se resume a carga aerodinâmica - é igualmente essencial gerir o escoamento lateral - as jantes foram parcialmente fechadas para ganharem eficiência, sem prejudicar o arrefecimento dos travões. Em resumo, foi desta forma que a Manthey diz ter conseguido domesticar o vento.
Aquilo que não se vê
Este kit da Manthey está longe de ser apenas um exercício de estilo (nunca seria…). Inclui também componentes técnicos adicionais. E, com tantas alterações, a suspensão não podia permanecer intocada: há amortecedores novos e também molas novas (30% mais rígidas à frente e 15% mais rígidas atrás).
Os travões carbocerâmicos receberam igualmente pastilhas de competição. Somam-se ainda outros detalhes - como projetores led nas portas - que ajudam a sustentar o valor que a Manthey irá pedir por este conjunto. Esse preço continua por revelar, mas tudo indica que o kit já deverá estar praticamente esgotado.
Um recorde a caminho
À primeira vista, pode até não parecer assim tão transformador. Só que melhorar algo que já é excelente leva tempo. Este kit da Manthey para o Porsche 911 GT3 RS exigiu dois anos de desenvolvimento e acumulou milhares de quilómetros de testes em pista.
E já que falamos de circuito, a Manthey pretende tentar uma volta rápida em Nürburgring, mas a meteorologia não tem facilitado. Agora, a espera estende-se mesmo até 2025, porque o «Inferno Verde» já encerrou com a chegada do Inverno.
A meta é bater o registo do GT3 RS de “origem”, fixado em outubro de 2022: 6m49,328s. Tendo em conta o pacote de alterações, este GT3 RS by Manthey deverá aproximar-se do tempo de 6m43,3s conseguido em junho de 2021 por um 911 GT2 RS da geração anterior, também ele equipado com componentes Manthey Racing.
Entretanto, os proprietários do 911 GT3 RS já podem encomendar o novo kit - que, infelizmente, não chega a tempo do Natal. Na Europa, as entregas arrancam apenas em janeiro do ano que vem, enquanto os mercados fora da UE terão de aguardar até março. Quanto ao preço, como já referimos, continua sem ser divulgado.
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